Alckmin não acredita em ameaça de megarrebelião

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje não acreditar na suposta ameaça de megarrebelião nas penitenciárias paulistas, que aconteceria no próximo domingo, dia das eleições. "Se tiver, nós vamos enfrentar", disse Alckmin. "Nunca deixamos de tomar as atitudes necessárias com medo de qualquer tipo de problemas e não vamos recuar um milímetro nessa determinação de enfrentar o crime organizado", completou.O boato sobre a rebelião, que ocorreria em todas as 32 unidades penitenciárias simultaneamente, começou no último sábado). Ontem a Polícia Militar realizou um operação "pente fino" e recolheu armas, celulares e drogas nas penitenciárias paulistas. Ainda assim, minutos depois de encerrada a vistoria, um preso manteve a ameaça do motim, em entrevista via celular, caso dois dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) não sejam transferidos da Penitenciária de Presidente Bernardes, de segurança máxima.O PCC quer que César Augusto Roriz da Silva, o "Cesinha", e de José Márcio Felício, o "Geleião", que estão em Presidente Bernardes, a única com bloqueador de celular, sejam levados para unidades comuns. "Temos 108 mil presos em São Paulo e preso que oferecer risco ao sistema penitenciário fica lá, em Regime Disciplinar Diferenciado", disse Alckmin. "Além disso, é a Secretaria de Administração Penitenciária que decide o dia em que o preso vai poder sair de lá."Alckmin não quis antecipar as medidas que o governo paulista pretende tomar para garantir a segurança nas prisões e Centros de Detenção Provisórios (CDPs). "Não há necessidade de divulgá-las. Não pretendemos suspender o dia de visitas, no sábado, mas tomaremos todas as medidas necessárias", disse Alckmin. Entre elas, pode haver outra operação "pente fino", como a de ontem, que aprendeu 82 celulares, 286 facas e estiletes, além de drogas.

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