Alckmin nega adiamento do Rodoanel

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse que não pretende adiar a liberação ao público do trecho do Rodoanel entre as rodovias Régis Bittencourt e Raposo Tavares, marcada para o próximo dia 14. Ontem, o secretário municipal dos Transportes, Carlos Zaratini, pediu o adiamento por três meses, para que seja liberado também o trecho até a rodovia Castello Branco.Na avaliação de Zaratini, a medida evitaria o aumento de trânsito na região da Escola Politécnica, localizada no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste. "Não vejo razão para uma obra pronta não ser entregue ao público", disse Alckmin. "Além disso, a área que será entregue nem está em São Paulo, mas nos municípios de Embu, Cotia e Osasco. E não tem nenhum entroncamento direto com avenidas de São Paulo, como no trecho anterior."Alckmin lembra que houve problema semelhante por conta do trecho entregue em dezembro último, o primeiro do Rodoanel, entre as rodovias Anhangüera e Bandeirantes, até a avenida Raimundo Pereira de Magalhães. "Apesar disso, nós entregamos. E lá era muito mais complicado, porque o trecho terminava numa avenida municipal", disse Alckmin. "Mas nós deixamos a briga política de lado e rapidamente chegamos ao entendimento."O governador disse ainda que, durante encontro com a prefeita Marta Suplicy, que aconteceu há cerca de uma semana, ficou combinado que a solução de divergências como essa seriam encaminhadas para a avaliação de órgãos técnicos. Alckmin negou que a secretaria municipal de Transportes não tenha sido comunicada sobre o impacto da obra do Rodoanel no trânsito da região, conforme Zaratini disse."Olha, a obra começou em 1998. Faz quatro anos que a Prefeitura está sabendo disso", disse Alckmin sobre o traçado do Rodoanel. O governador disse ainda que a secretaria estadual dos Transportes já procurou a administração municipal " ´n´ vezes" para tratar do assunto. "O governo paulista está fazendo o Rodoanel só com recursos do Estado, sem nenhum centavo da prefeitura. Não me parece razoável que ela não queira a utilização da obra."

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