Alckmin nega improviso na transferência de internos da Febem

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, negou que a unidade 31 do complexo da Febem em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, esteja sendo fechada de improviso. A unidade deve ser fechada amanhã, cumprindo a promessa feita por Alckmin em janeiro deste ano.Embora as cinco novas unidades que abrigarão os 250 internos da unidade 31 só devam ficar prontas em janeiro de 2004, Alckmin rejeitou a crítica de que a transferência será feita às pressas. "Não tem improviso", disse. De acordo com ele, a unidade de Franco da Rocha é "ruim", o que não justificaria postergar ainda mais a transferência dos internos."Franco da Rocha foi feito para ser um presídio, não para abrigar adolescentes", disse o governador. A partir da transferência dos 250 internos, a unidade 31 voltará a ser ocupada por presos. O mesmo já ocorreu após a desativação da Febem de Parelheiros, que voltou a funcionar como um presídio. O governador informou que as cinco novas unidades da Febem serão entregues em janeiro e que, até abril de 2004, oito destas unidades devem estar em funcionamento.Ao ser indagado se a Febem foi o problema mais difícil que sua administração enfrentou em 2003, Alckmin respondeu: "Foi difícil, mas foi o que mais avançou". Ele disse que 2003 foi o ano de parceria da Febem com a sociedade civil, citando os programas em que 600 adolescentes foram beneficiados com programas de educação profissionalizante que lhes garantiu "emprego com carteira assinada". Em 2004, a expectativa é de expansão desse programa já que, segundo o governador, a iniciativa privada ofereceu ao Estado 1.000 vagas de empregos para internos.Na manhã de hoje, Alckmin renovou os contratos de gestão de organizações sociais que administram 15 hospitais do Estado, como o Hospital Geral de Pedreira, na Zona Sul de São Paulo, onde foi realizada a cerimônia. Com esses contratos, o gerenciamento dos hospitais será feito por entidades públicas sem fins lucrativos. "O gerenciamento é público, mas não é estatal", afirmou. Em janeiro de 2004, um 16º hospital que seguirá este modelo de gestão, em Franco da Rocha, será inaugurado em parceria com a Universidade de Santo Amaro. Além de melhor racionalização de custos, este tipo de gestão permite maior agilidade e eficiência.Alckmin disse que este modelo de administração, tendo como parceiro o terceiro setor, será implantado gradualmente na Febem.

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