Alckmin, no Rio, diz que corrupção é o maior atraso do País

O candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 01, que a corrupção é "o maior atraso que o Brasil está vivendo hoje". Ele prometeu, se eleito, realizar um "grande ajuste" que começará pelo combate à corrupção a partir de 1.º de janeiro. "A corrupção é uma coisa triste, ela deseduca, desestimula, desampara. É uma doença", disse o tucano.Alckmin disse que, além da corrupção, enfrentará firmemente o desperdício do dinheiro público, com um "governo profissional, sem aparelhamento do Estado, recuperando as agências reguladoras, trazendo o setor privado para investir fortemente em infra-estrutura e recuperando a capacidade de investimento do Estado brasileiro".Ele voltou a dizer que a campanha presidencial só vai começar no dia 15, "quando muda o horário da novela. Aí é que começa, por enquanto é treino." De acordo com o candidato, o Rio será absoluta prioridade durante a campanha.O candidato abordou a questão fiscal e afirmou que a atual taxa de juros, classificada como absurda, é resultado da má política fiscal que o governo pratica. E acrescentou que o Brasil tem que crescer entre 5 e 6% por ano."Não podemos crescer 2% e a Argentina 9%. Estou cada vez mais convencido de que o grande problema do crescimento brasileiro é a ineficiência do Estado", disse. "O governo se apropria de 40% da riqueza nacional, praticamente a população trabalha para sustentar o governo. A questão fiscal se agravou e a repercussão vai ser ainda maior no ano que vem."Ao comentar a conversa que teve na manhã desta terça com Aécio Neves, Alckmin comemorou o apoio do ex-presidente Itamar Franco. "Tivemos uma grande conquista, que foi o ex-presidente Itamar, que teve o mandato da probidade, um homem honrado e sério, o presidente do Real, da estabilidade da moeda", disse ele. "A conversa com Aécio foi boa, ele até pagou o café, coisa rara."

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