Alckmin pode ficar tranqüilo, Beira-Mar sairá de SP, diz Dirceu

O ministro-chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, reiterou nesta quinta-feira que o traficante Fernandinho Beira-Mar não voltará para o Rio de Janeiro. Quando completar um mês no presídiode Presidente Bernardes, em São Paulo, Beira-Mar será transferido.Para onde? Dirceu não revela. "Na hora certa, Beira-Mar será transferido, também para um presídio de segurança máxima. O governador Alckmin (Geraldo Alkcmin, de São Paulo) pode ficartranqüilo porque o traficante sairá de Presidente Bernardes", disse Dirceu, logo depoisde participar do encerramento da 6ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília.Dirceu confirmou ainda que os governos federal e do Rio de Janeiro estão fazendo um grande plano de combate ao crime organizado e ao narcotráfico. Mas não quis adiantar detalhes. "É claro que esse plano é secreto. Visa a combater de vez o crime organizado e está sendo feito em comum acordo entre a União e o governo do Rio de Janeiro.O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e as autoridades ligadas à segurança do Rio de Janeiro, juntamente com as Polícias Militar e Civil, e a Polícia Federal, participam dosestudos para o plano de segurança", afirmou Dirceu.O plano será discutido nesta sexta, no Rio, em uma reunião, marcada para as 16 horas, entreo ministro da Justiça e outras autoridades federais com a governadora Rosinha Matheus.A primeira versão do plano, apresentada ao governo estadual na semana passada, foirejeitada por prever uma espécie de ?intervenção branca? nas polícias civil e militar doRio, que ficariam subordinadas ao Centro de Operações Integradas (Cosi), ligado aoComando Militar do Leste.Diante disso, a palavra de ordem, agora passou a ser ?parceria? entre órgãos estaduais e federais, com cada um deles mantendo suas atribuições. Para evitar mais polêmica com Rosinha Matheus, o plano vem sendo mantido em segredo pelo governo federal.Mas especula-se que teria cerca de cem ações, que poderiam incluir até a criação de um grupo de elite das Polícias Federal e RodoviáriaFederal para o combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas. As duas corporações deverão também ter seus efetivos aumentados mediante a abertura de concurso público.Haveria uma seleção rigorosa para evitar que policiais corruptos entrassem no grupo de elite. E somente uns poucos teriam acesso aos dados doserviço de inteligência, que teria também o apoio das Forças Armadas. Uma fonte da área de segurança disse ainda que a federalização do presídio Bangu I, que também foi rejeitada pelo governo estadual, na semana passada, deve voltar àmesa de negociações por insistência do governo federal.Mas são poucas as chances da mesma medida ser proposta no caso de Bangu III. Bangu I era onde estava preso Fernandinho Beira-Mar, antes de ser transferido para Presidente Bernardes. Na parceria entre União e governo estadual, a idéia é estabelecer metas de redução da criminalididade, que teriam que ser cumpridas em prazos determinados.As Forças Armadas, que vêm garantindo a segurança do Rio desde o Carnaval, serão retiradas dasruas. Apenas um contingente de 1.500 homens ficará de prontidão, nos quartéis, paraser acionado em caso de emergência.Veja o especial: Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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