Alckmin promete a funcionários não privatizar BB

O candidato da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, prometeu nesta quarta-feira a funcionários do Banco do Brasil, em Brasília, que não privatizará a instituição. Dizendo-se até constrangido por ter de desmentir um boato, Alckmin enfatizou que, em seu programa de governo, não há nenhuma menção à intenção de vender estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras. "Meu programa de governo tem 216 páginas. Não há nenhuma linha tratando de privatização da Caixa, do BB ou da Petrobras", disse.Para fortalecer a sua argumentação, Alckmin disse que sua gestão em São Paulo fortaleceu a Nossa Caixa, banco pertencente ao Estado de São Paulo. "São Paulo é um dos poucos estados, que tem um banco estatal. Nós não privatizamos a Nossa Caixa, pelo contrário, nós a fortalecemos. Ela estava no redesconto do Banco Central e foi totalmente recuperada", disse o tucano.Alckmin tentou associar o presidente Lula, candidato à reeleição, à privatização de bancos. "O meu adversário é que privatizou. Ele vendeu o Banco do Estado do Maranhão e o Banco do Estado do Ceará", afirmou. O tucano assumiu o compromisso de profissionalizar a gestão das estatais, não permitindo o aparelhamento das empresas públicas.Vestir a camisaNo evento, Alckmin vestiu, literalmente, a camisa do Banco do Brasil. Ele usou uma jaqueta bege com os símbolos das estatais Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobrás e Correios.Depois da palestra, ele afirmou: "Não vamos vender nenhuma estatal, não vamos privatizar nada." O candidato disse que quer ser "o presidente do bicentenário do Banco do Brasil", que será comemorado em 2008. Ele afirmou que o BB e a Caixa são "instrumentos de desenvolvimento" do País, que podem ajudar o País a crescer mais.Para Alckmin, é preciso fortalecer a profissionalização dessas estatais, evitando sua partidarização. "Essas instituições são da sociedade brasileira, não do PT." Apesar de negar a intenção de privatizar estatais, Alckmin defendeu as privatizações feitas no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Citou como exemplo a privatização do sistema Telebrás, que, segundo ele, gerou investimentos de R$ 100 bilhões, fazendo com que a população tivesse acesso mais fácil a linhas telefônicas.Divisão entre ricos e pobresEle criticou também o discurso de seu adversário que insiste em explorar em sua campanha a divisão do País entre ricos e pobres. Segundo o tucano, Lula não pode "estimular" uma divisão do Brasil. "Lula está dividindo o Brasil e este não é o caminho", afirmou Alckmin.E completou: "Essa divisão do Brasil está errada. O governo não pode estimular isso. Aliás, o presidente Lula foi muito injusto quando ficou criticando São Paulo que o acolheu. Nós temos que ter a visão do Brasil todo. Temos que unir, não dividir. Vou unir o País todo. Unir para o crescimento. O Brasil não está crescendo. Está caindo a taxa de investimento. Vou investir nas regiões mais pobres. Lula está dividindo o Brasil e este não é o caminho. Como eles não têm projeto, ficam criando boatos e fantasias."Este texto foi alterado às 17h47 com inclusão de informação

Agencia Estado,

18 de outubro de 2006 | 16h26

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõeseleições 2006

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.