Alckmin promete entregar Tietê limpo e navegável

Até o segundo semestre de 2004, se as obras de rebaixamento da calha do Rio Tietê continuarem no mesmo ritmo, o paulistano terá dois motivos para comemorar: o fim das enchentes na região da Marginal e a possibilidade de navegação no rio.Pelo menos é o que prometeu nesta quinta-feira o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em visita à segunda fase das obras na região do Cebolão, na zona oeste. "Só temos 30% da obra pronta, e o Tietê nunca mais saiu da calha. Já trabalhamos hoje com um prazo de recorrência de 10 anos."Isso quer dizer que, com a conclusão de todo o processo, a possibilidade de transbordamento ocorreria a cada 100 anos. Esta fase da obra, dividida entre quatro consórcios ao longo dos 24,5 quilômetros entre a Barragem da Penha, na zona leste, até o Cebolão, começou em abril de 2002 e prevê que a capacidade de vazão passe de 600 para cerca de 1.050 metros cúbicos por segundo."Com isso, em 95% do tempo a vazão será baixa, em torno de 50 a 60 metros cúbicos por segundo", explicou o supervisor de projetos do Departamento de Águas e Esgotos do Estado (Daee), Júlio César Astolphi. "Mesmo quando subirem os outros 5% não vai transbordar."Com as explicações do engenheiro é possível visualizar um Tietê muito diferente. Ele destaca, por exemplo, o processo de paisagismo, que vai oferecer à população jardins floridos nas marginais e defensas de concreto. As obras de aprofundamento da calha, com investimento de R$ 688,3 milhões, são paralelas e têm efeito positivo para as obras de despoluição do Tietê, pois também visam à retirada de poluentes sólidos.Até a conclusão, devem ser removidos 6,8 milhões de metros cúbicos, entre rochas e resíduos.Outras regiões serão beneficiadas pelo aprofundamento da calha. Os 64 córregos e rios que deságuam no Tietê também estão passando por tratamento para conter o refluxo e evitar a erosão. "Teremos um Tietê muito mais saudável."Além das obras do Tietê, o governador anunciou o início da construção de quatro piscinões em até dez dias. "As obras já estão contratadas." Dois serão no Córrego do Pirajuçara, em área doada pela Prefeitura, e outro em Taboão da Serra, em terreno da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os outros dois serão na Bacia do Tamanduateí, em São Bernardo e no limite com Mauá. O custo estimado para cada um é de até R$ 9 milhões. As obras devem ser concluídas em até oito meses.

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