Alckmin promete mais mudanças na polícia

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) reafirmou hoje que pretende implantar mudanças nas estruturas das polícias civil e militar, mas não antecipou quais serão. "Já estamos fazendo mudanças todos os dias e vamos continuar a fazê-las, em maior velocidade", afirmou. Ele citou entre elas, a integração das polícias, a informatização, a reforma do sistema penitenciário - com a desativação do Complexo do Carandiru e as novas penitenciárias -, a contratação de guardas de muralhas, o Disque-Denúncia e o Infocrim, esses dois últimos em fase de expansão para o Interior. Em relação ao combate à corrupção policial, Alckmin disse que este trabalho já é feito pela Corregedoria Geral da Polícia Civil. Ele lembrou que durante os quatro anos do governo de Luiz Antonio Fleury Filho (PMDB), foram demitidos a bem do serviço público 490 policiais. "Nós vamos fechar, só neste ano, mais de 490 demissões. Então, esse trabalho já ocorre. No governo paulista, denúncia é investigada em profundidade e, se for comprovada, é rua e cadeia", disse. Além das demissões, Alckmin disse a entrada de novos policiais está sendo feita por meio de vestibular da Fuvest, o que ajuda a selecionar o candidato a policial, e que antes de ser efetivado - após dois anos de serviço - ocorre uma segunda avaliação. O governador elogiou o novo corregedor-geral da PC, delegado Roberto Genofre, que reassumiu o cargo ontem, em substituição de Ruy Silveira Melo. "Gostei da declaração dele, terá todo o respaldo do governo", disse Alckmin. Genofre disse que pretende integrar um processo de "depuração" da polícia. "A orientação é essa mesmo: apurar toda a denúncia em profundidade e, se comprovada, é demissão do mau policial, a bem do serviço público. Envolva a quem envolver", disse. "Genofre é muito experiente, sério e com enorme credibilidade. Acho que fará um bom trabalho", completou.

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