Alckmin promete reforçar escolta de presos

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje que o resgate de presos como o ocorrido na quinta-feira, quando 13 presos foram resgatados durante uma escolta e um policial morreu, não deve acabar. "Vamos reforçar a escolta, para presos de maior periculosidade, e estamos solicitando ao Judiciário a possibilidade de fazer interrogatórios virtuais, tipo ´conference call´ para diminuir os deslocamentos", disse.Alckmin acredita que a atuação do crime organizado vem sendo desarticulada pela polícia. "Tem havido um trabalho permanente mas, é claro, temos dificuldades. Esse (o resgate) não vai ser o último Temos 96 mil presos, que estão lá, dia e noite, pensando em como escapar. Isso é permanente, não tem fim", disse Alckmin.Em menos de uma semana foram realizados pelo crime organizado três ações para resgates de presos. "Nós fazemos cerca de 40 deslocamentos por dia e cada um deles demanda um número alto de policiais militares", disse Alckmin. Para ele, o governo paulista tem enfrentado a crescente ousadia das quadrilhas de crime organizado com um contingente bem preparado e bem armado."A polícia nunca prendeu tanto como a polícia paulista nos últimos seis anos: de 55 mil presos, estamos com 96 mil e vamos chegar aos 100 mil antes do final do ano", disse Alckmin. "Então, tem havido um trabalho eficaz, o que causa um enfrentamento permanente." Na opinião dele, o crescimento da violência é um problema mundial, e de maior incidência nas grandes cidades.

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