Alckmin promete ''zerar'' presos nas cadeias

Segundo ele, existem 8 mil detentos nos distritos e seu objetivo é desafogar trabalho da polícia civil

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, prometeu ontem zerar o número de presos nos distritos policiais do Estado de São Paulo. Hoje existem, segundo ele, 8 mil presos em cadeias à espera de julgamento. "Nossa meta é não ter preso em cadeia, vamos zerar, e com isso teremos ganho na investigação, pois a Polícia Civil deixará de tomar conta de preso para desempenhar o seu papel de polícia investigativa e judiciária", afirmou Alckmin.

Sobre os centros para ressocialização de egressos das prisões, disse que irá ampliar o número. "Temos que apoiá-lo (os ex-detentos), para que ele possa ser reinserido no mercado de trabalho e no convívio social", explicou o tucano, gabando-se que a sua administração foi a que mais investiu em administração penitenciária. "Criei 43 mil vagas no sistema penitenciário", disse.

O candidato refutou, durante a visita a Rio Claro, a crítica de que seu partido esteja fugindo aos debates, como mencionou o presidente estadual do PT, Edinho Silva. "Isso não tem pé nem cabeça; quem não tem ido a sabatinas, em encontros políticos não é o PSDB, é exatamente o PT", disse Alckmin, após uma caminhada por três quarteirões do centro da cidade, cumprimentando populares e lojistas. O tucano falou do embate entre os presidenciáveis: "Acho que o Serra está fazendo campanha de alto nível, abordando os temas de interesse da população, falando objetivamente da sua proposta, do futuro, economia, educação, emprego, renda, saúde, segurança e tem detalhado as suas propostas", comentou o tucano.

Alckmin fez campanha ao lado dos candidatos ao Senado por sua coligação, Aloysio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), além do presidente estadual do PSDB, Mendes Thame. "Chega uma hora que os candidatos terão que se expor e dizer quem são, o que pensam, e isso vai acontecer", disse Aloysio Nunes, lembrando que o PSDB ganhou as eleições e que continua no governo estadual porque seus candidatos obtiveram aprovação popular. "Ninguém nos deu o governo de presente, foram governos conquistados na democracia, pelo voto popular, com base em boas avaliações de governo e candidatos valorosos", disse ele.

Thame reagiu a uma declaração do candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante, que afirmou que o PSDB teve uma "oligarquia" em 16 anos no poder. Isso gerou resposta de Edinho Silva. "Estamos absolutamente à disposição do debate, queremos o debate e consideramos que essa época, das campanhas presidenciáveis, é o melhor momento para aumentar a conscientização política da população", disse o presidente estadual do PSDB.

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