Alckmin recebe apoio de 12 sindicatos da Força paulista

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, recebeu o apoio na manhã deste domingo, 30, de doze sindicatos, ligados à Força Sindical paulista. A reunião com sindicalistas faz parte da estratégia de aproximação do tucano com sindicatos e trabalhadores.O PSDB está articulando uma grande reunião no dia 9 de agosto, em Brasília, em que Alckmin ganharia apoio político "de vários setores do mundo do trabalho" - como definiu o candidato. A Força Sindical está dividida já que parte da central apóia o candidato do PDT à Presidência, Christovão Buarque - inclusive o presidente licenciado da Força, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, que é candidato a deputado pelo partido.O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e presidente do Conselho Fiscal da Força Sindical, Miguel Torres, explicou que a central reúne atualmente cerca de 400 sindicatos no Estado e 1.800 em todo o País. Assim, os 12 sindicatos que deram apoio a Alckmin representam 3% desse universo sindical. A outra grande central sindical, a CUT, apóia majoritariamente o presidente Lula."Queremos o apoio de todos os trabalhadores, de todos os setores do mundo do trabalho", disse Alckmin, após o encontro fechado com os sindicalistas. Segundo o candidato, o ambiente macroeconômico e a Previdência Social foram temas discutidos na reunião. Alckmin não apresentou propostas, mas afirmou que o déficit previdenciário será solucionado com o crescimento da economia e com a redução da informalidade do mercado de trabalho que, hoje, é de 50% dos postos de trabalho.CorrupçãoPerguntado se aceitará o apoio de deputados do PSDB e PFL suspeitos de terem recebido o "mensalão" ou envolvidos no escândalo das sanguessugas, Alckmin disse que "Aqueles que ficarem comprovado que têm participação em atos de corrupção não ficarão nem no partido".Ao comentar a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a dificuldade de separar o candidato do presidente, Alckmin retrucou: "É perfeitamente possível separar as coisas, mas realmente eles não sabem separar. Não separam o público do privado; não separam partido, de governo e, agora, não separam candidato, do presidente". Alckmin criticou o incentivo dado agora ao setor calçadista na recente viagem de Lula ao Rio Grande do Sul. "Eles estão precisando do incentivo há muito tempo. Deveria ter feito muito antes, mas faz agora porque o presidente foi ao Rio Grande. Isso é subestimar a inteligência das pessoas", disse.

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