Alckmin reclama de verbas para segurança

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reclamou hoje da parte que cabe ao Estado na liberação de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública. "O que estava previsto era R$ 31 milhões. Não é possível, né?" criticou. "De um fundo de quase R$ 400 milhões, São Paulo, que tem 25% da população brasileira e a segunda metrópole do mundo, receber R$ 31 milhões. Os nossos projetos são na faixa de R$ 150 milhões", declarou. Alckmin, porém, evitou polemizar com a União. Indagado se o governo federal não estava dando a devida atenção ao Estado, disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso não tem "faltado" com São Paulo e citou obras como a construção do Rodoanel, de novas penitenciárias e a desativação da Casa de Detenção do Carandiru, que utilizam verbas federais, para justificar este apoio. Por outro lado ele fez críticas veladas ao Congresso Nacional. "Há uma dificuldade no Congresso, porque alguns congressistas acham que São Paulo é o Estado mais rico e não precisa de mais recursos, mas temos bolsões de pobreza muito grandes e, no caso do Fundo de Segurança, temos convicção de que o valor será maior", afirmou. Ainda na área de segurança, o governador prevê para um prazo de 90 a 120 dias a ampliação, para a Grande São Paulo e posteriormente para Campinas e interior, do sistema de informações criminais informatizadas, o Infocrim, que hoje só funciona na capital. Alckmin revelou ainda que amanhã terá uma reunião com o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, sobre um projeto para melhorar o atendimento nas delegacias de polícia. "Vamos chamar de delegacias poupa-tempo", revelou o governador que disse que nesta reunião começará a ser "formatado" este novo modelo, nos moldes do poupa-tempo. Na quarta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) apresentou uma série de propostas na área da segurança ao governador, entre elas a reestruturação das delegacias.

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