Cris Castello Branco
Cris Castello Branco

Alckmin trabalha em 'regime preventivo'

Tucano cumpre agenda no interior e na capital, enquanto campanha e partido fazem mobilização nas ruas e na internet para evitar 2º turno

Roberto Almeida / SÃO PAULO, Valéria Goraieb / RIO PRETO, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

Sob fogo cerrado desde o debate de anteontem à noite na TV Globo, o PSDB paulista e o candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, trabalham em "regime preventivo" para manter as chances de vitória no primeiro turno até o dia das eleições.

Enquanto Alckmin foi a São José do Rio Preto, interior paulista, cumprir agenda de campanha ao lado do candidato tucano ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira, o diretório estadual do partido convocou 60 mil filiados para coibir boca de urna e evitar um possível contratempo de última hora no pleito.

Além disso, a campanha tucana na internet realizou um "twitaço" para fixar o voto no número 45, a exemplo do que foi veiculado nas últimas propagandas no rádio e na TV.

Alckmin tem hoje 55% dos votos válidos, segundo a última pesquisa Ibope, divulgada dia 24. Precisa de 50% mais um para limar um possível segundo turno e a campanha se previne contra qualquer possível escorregão.

Foi assim no debate de anteontem - o último antes das eleições. O tucano seguiu à risca a estratégia da campanha e contou com a sorte para evitar confronto com o adversário petista, Aloizio Mercadante, que o provocou até o final, acusando-o de atacar pelas costas e evitá-lo em frente às câmeras.

Na avaliação de tucanos, Alckmin respondeu com firmeza aos ataques de Celso Russomanno (PP), que o acusou de viver no mundo de "Alice no país das maravilhas" e de provocá-lo ao dizer que os números apresentados eram "fantasiosos".

Os correligionários afirmam que o fato de Alckmin ter participado de todos os debates acabou exaurindo a necessidade de entrar em embate frontal com Mercadante para marcar posição.

Eles sustentam, ainda, que a dobradinha de Mercadante e Russomanno, este com apoio declarado à presidenciável petista Dilma Rousseff, não tira votos do eleitorado de Alckmin, notadamente conservador.

Ontem à noite, o tucano participou do encerramento da campanha do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, na zona leste de São Paulo. Para hoje, turbinou agenda para evento em porta de fábrica na zona sul da capital paulista e tem prevista caminhada em Pindamonhangaba, sua cidade natal.

Últimas promessas. Alckmin percorreu ontem as ruas do centro de São José do Rio Preto cumprimentando eleitores. Prometeu duplicar o número de ambulatórios médicos de especialidades (Ames) no Estado e ampliar número de leitos e de equipes multidisciplinares no atendimento primário.

Ontem encerrou-se o prazo dado pelo próprio tucano para divulgar seu programa de governo final na internet. No entanto, até o fechamento desta edição, o documento não estava publicado em seu site de campanha.

Antídotos

GERALDO ALCKMIN CANDIDATO AO GOVERNO DE SP

"O PT que quer fazer conselho para tutelar a imprensa, restringir a imprensa, quer também restringir o direito de candidato perguntar. Candidatos são todos iguais, perguntam para quem querem perguntar"

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