Alckmin vai cobrar origem do dinheiro e tentar melhorar no Sudeste

O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, continuará cobrando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a apuração da origem dos R$ 1,75 milhão que estavam na mão de petistas da campanha à reeleição e se destinavam ao pagamento de um dossiê para desmoralizar candidatos tucanos. A decisão foi tomada na noite desta segunda por Alckmin e pelo comando de sua campanha, que se reuniram em Brasília.Também foi decidido que o candidato do PSDB vai procurar aumentar a votação em São Paulo - onde teve mais de 3 milhões de votos de vantagem - e melhorar seu desempenho em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Nordeste, onde obteve cerca de 20% dos votos, Alckmin buscará subir um pouco essa média.O comando da campanha concluiu que os estados do Amazonas e Maranhão são críticos e que lá a vantagem de Lula deverá ser muito grande. Como a candidata Roseana Sarney ao governo maranhense é do PFL e tem pedido votos para Lula, o presidente da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), e o candidato a vice, José Jorge (PFL), farão uma visita a ela para pedir que pelo menos permaneça neutra. "Nosso problema no Nordeste é que lá praticamente não houve campanha. Os candidatos aos governos estaduais preferiram fazer só a campanha deles", constatou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador-geral da campanha de Alckmin.Não foi definida ainda a agenda de viagens de Geraldo Alckmin nem onde ele deverá fazer seus primeiros comícios visando ao segundo turno da eleição. Esses detalhes deverão ser acertados de hoje até o final da semana. Antes, o comando da campanha quer fechar alianças com partidos como o PDT e o PMDB, embora saiba que parte deste último já está fechada com Lula.

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