Aldo defende diálogo com derrotados nas urnas

O presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB), disse nesta quarta-feira, em Maceió, que o Brasil não supera os problemas sociais que enfrenta sem a união das forças políticas. Ele defendeu um grande pacto social em defesa do País, após as eleições presidenciais. "A fragmentação política não é boa para o país, porque gera o parasitismo", afirmou Aldo, que acredita que quem quer que vença a disputa terá de dialogar com a oposição. Aldo e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) voaram até Maceió para reforçar a campanha de Lula em Alagoas e aproveitaram o vôo para colocar a agenda em dia. Segundo Aldo, os dois acertaram que, até dezembro, projetos importantes devem ser votados, como o Fundo Nacional do Ensino Básico (Fundeb), na Câmara, e a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, no Senado. "Há ainda o compromisso de votar o fim do voto secreto (dos parlamentares), que já foi aprovado em primeiro turno na Câmara e deve ser votado em segundo turno, para ser apreciado no Senado", acrescentou, dizendo que é a favor do fim do voto secreto e que Renan apóia em parte essa proposta. Terceiro turnoAldo não acredita em "terceiro turno", e em disputa no "tapetão", ou seja, via Justiça Eleitoral. "O terceiro turno não interessa ao País. Se nós temos uma eleição em dois turnos, não há necessidade de um terceiro. Além disso, ninguém sairá totalmente vitorioso ou derrotado dessa disputa", avaliou, acrescentando que todos os grandes partidos elegeram governadores. "Todos os partidos têm uma parcela de responsabilidade com relação ao pleito. Cada um a seu modo conseguiu uma fatia de poder, elegendo governadores, deputados ou senadores", observou Aldo, que ainda não sabe se disputa de novo a presidência da Câmara. Ele foi eleito deputado federal com mais de 169 mil votos e conquistou seu quinto mandato consecutivo por São Paulo.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2006 | 17h05

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