Além de Abadia, outros criminosos já se refugiaram no Brasil

Como o colombiano, preso nesta madrugada, outros procurados escolheram o País para se esconderem

Andréia Sadi,

07 Agosto 2007 | 13h59

O traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia foi preso nesta madrugada, durante a Operação Farrapos da Polícia Federal, em companhia de uma mulher, também colombiana. Ele morava no Brasil há três anos, e, segundo a polícia, comandava um esquema de lavagem de dinheiro originário do tráfico de drogas internacional em São Paulo.   Veja Também: Traficante colombiano está no Brasil há três anos Operação contra tráfico de drogas prende 13 em 6 Estados   O caso de refúgio de criminosos internacionais no País, como o de Abadia, não é o primeiro. Assim como ele, outros criminosos procurados internacionalmente foram detidos em terras brasileiras.    Confira abaixo os principais:    Preso em Criciúma, Santa Catarina, no dia 23 de junho de 2007, Rafael Humberto Maureira Trujillo, 50 anos,  fazia parte da lista como o pedófilo mais procurado do Chile. "Sakarach",  como era conhecido, foi condenado a 20 anos de prisão por abusar sexualmente de crianças e liderar uma rede internacional de pedofilia. Ao ser localizado por policiais, estava encerrado um sentimento de impotência que afligia os chilenos desde o dia 17 de março deste ano.   No quarto de uma pensão no centro de Criciúma, Sul do Estado, sentado em uma cadeira, não foi possível reagir à chegada repentina de seis policiais armados - quatro federais e dois chilenos. "Estoy tranquilo", disse o homem barbudo, cheirando mal. O hóspede na realidade era um fugitivo da escala vermelha da Interpol (Polícia Internacional), em que figuram criminosos de alta periculosidade, como terroristas, seqüestradores e assassinos.   Preso em São Paulo, dia 17 de maio de 2006, o colombiano Pablo Joaquim Rayo Montaño, era considerado um dos dez maiores traficantes de drogas do mundo, segundo a Drugs Enforcement Administration (DEA), a agência americana de combate às drogas. Conhecido como "dom Pá" e também como "El tio", Montaño vivia em São Paulo há três anos. Ele tinha algumas empresas legalmente constituídas que serviriam para a lavagem do dinheiro conseguido com a venda de cocaína para os Estados Unidos e países da Europa. Segundo a PF, Montaño era responsável pela venda de 20 toneladas por mês de cocaína nos EUA e em países da Europa e, durante um ano de investigações, movimentou cerca de US$ 8 milhões. Além de "El tio", foram presos sua mulher, Elizabeth Manrinque Albear, Miguel Friedberg Felmanas, sócio dele em uma galeria de arte, e considerado seu braço direito nos negócios, e vários integrantes da família - Mira Friedberg Felmanas, a mulher e os filhos Mônica, Márcia e Marcelo Felmanas.     Preso em Saquarema, no Rio de Janeiro, dia 8 de março de 2005, o americano Jesse James Hollywood, 25 anos,  estava sendo procurado pelo FBI há mais de quatro anos. Segundo a polícia brasileira, ele vivia na cidade de Saquarema com uma mulher, que está grávida. Sua prisão ocorreu quando ele estava num shopping center. James foi deportado para os Estados Unidos da América para que possa ser julgado. Brasil e Estados Unidos não têm ainda um tratado formal de extradição. James apareceu no tribunal de Santa Bárbara, Califórnia, para ser julgado pelas acusações de seqüestro e assassinato de um garoto de 15 anos. Há, inclusive, um filme baseado em sua história, AlphaDog, estrelado pelo ator Justin Timberlake.     Preso na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro,  dia 28 de julho deste ano, o iraniano Jafar Hajbrahim é acusado de tráfico de cocaína no Reino Unido. Os agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de prisão expedido pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie. De acordo com a Polícia Federal, acusado de tráfico de cocaína no Reino Unido, o iraniano fugiu para o Brasil em 2001, passando a morar no Rio. Casado com uma brasileira, Hajbrahim tem um filho brasileiro e conseguiu adquirir direito de permanência no País. A polícia também informou que ele atuava no ramo empresarial com casas noturnas e restaurantes.   Preso na zona sul do Rio, dia  23 de dezembro de 2006, o  israelense El Al Yoram, de 35 anos, é considerado pelos agentes federais como o maior traficante internacional de ecstasy atualmente em atividade.  Yoram foi preso por agentes federais de Curitiba que já vinham investigando o israelense havia um ano. O israelense foi responsável pelo envio, em 2004, de quatrocentos mil comprimidos de ecstasy para os Estados Unidos. A carga acabou apreendida pelo Departamento Anti-Drogas da polícia norte-americana (DEA). Segundo a polícia, ele é mesmo considerado "o maior traficante de ecsatasy do mundo".

Nota - "Conforme certidão dos autos do Processo-Crime 2006.61.81.006251-6, verifica-se que em 24 de janeiro de 2011 foi proferida sentença para absolver Marcelo Felmanas, com fundamento no artigo 386, II e IV do Código de Processo Penal brasileiro."

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