Além de muito verde, bairro é pólo de educação

Região é a que tem mais escolas em SP, diz professor

O Estadao de S.Paulo

30 Novembro 2007 | 00h00

Por volta de 1880, o conde José Vicente de Azevedo (1859-1944) decidiu abrir uma grande avenida em terras devolutas que havia comprado do Império, de 46 hectares, na saída da cidade para o Litoral. "Ele a chamou de Nazaré em homenagem a Jesus, Maria e José, pois era um homem religioso", conta seu neto, Manoel Antonio Vicente de Azevedo Franceschini, hoje com 83 anos e um apaixonado pela história do Ipiranga. Professor Franceschini diz que foi seu avô quem deu ao bairro o que atualmente é o seu maior atrativo. Além de muita área verde, "concentra o maior número de escolas da cidade." Ele doou os terrenos do entorno para criação de instituições de ensino e profissionalizantes. A avenida Nazaré, nascida da "loucura" do conde segundo a população da época e hoje principal entrada do bairro, abriga um grande número de escolas, como o Museu de Zoologia da USP e uma unidade da Unesp."Ainda pertencem às instituições religiosas, que alugam e administram os imóveis", conta Daniel Haddad, gerente de novos negócios da IPrice Planejamento Imobiliário. Junto com o tombamento e as determinações do Plano Diretor, que impedem o "emparedamento" do parque por grandes torres, garante a preservação do maior tesouro do bairro, outra idéia do Conde. "Meu avô, que foi deputado e senador estadual, foi autor da lei que criou três loterias para financiar a construção do prédio do Museu."O professor Franceschini nasceu e cresceu no Ipiranga e diz que o melhor do bairro, além dos jardins com chafariz, é o "clima e a facilidade de condução. É perto da cidade", ressalta. E aproveita para lembrar que o primeiro bonde elétrico foi, também, iniciativa do conde. L.P. Mais informações: Museu Vicente de Azevedo: www.funsai.org.br ou Tel. (0xx11) 6215-690

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