Alencar defende nome de Mantega para Fazenda em eventual 2º mandato

O presidente da República em exercício, José Alencar, rasgou elogios e defendeu a permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no cargo em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O cargo de ministro da Fazenda está muito bem entregue, sem nenhuma desafeição ao outro nome que você me disse", afirmou, ao ser indagado se preferiria entre Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para o cargo.Alencar lembrou que Mantega ocupou o cargo de presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) após deixar o Ministério do Planejamento, e conseguiu que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) - antes de 9,75% ao ano, mais um spread de até 4% ao ano - fosse reduzida para 7,5% ao ano. "No Ministério da Fazenda, ele levou tudo aquilo que conheceu como presidente do BNDES, teve contato com a atividade produtiva, e sabe que a economia precisa dela para crescer".Alencar continuou os elogios ao ministro da Fazenda, citando que Mantega teria se comprometido em fazer da reforma tributária a sua primeira meta em caso de reeleição. "Acho que ele (Mantega) é uma oportunidade espetacular para o Brasil retomar o crescimento", completou, sem citar o nome de Meirelles durante sua explanação.O presidente da República em exercício visitou nesta terça a Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro) e a Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-açúcar (Agrocana), em Sertãozinho (SP). Em seu discurso, Alencar amenizou as críticas à política econômica brasileira, e em tom de campanha, disse que "agora é tempo de crescer e dar condições para o investimento na produção".Apesar de criticar a alta de juros, atualmente em 14,25% ao ano, Alencar lembrou que ela caiu 43% durante seu mandato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que ao assumir o governo ela estava em 25% ao ano. Citou ainda que a dívida pública líquida externa hoje é negativa, que a inflação de 3% ao ano é de primeiro mundo, e lembrou que "o Brasil mandou o FMI para casa, mas não lhe deu prejuízo e pagou antecipadamente o que devia".

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