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Alerj decide continuar processo de cassação de Abrahão

A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio decidiu nesta terça-feira dar continuidade ao processo de cassação de Marcos Abrahão (PSL), suspeito de ser um dos mandantes do assassinato do deputado Valdeci Paiva de Jesus (PSL), de quem era suplente. A abertura de processo foi requisitada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá 30 dias para dar seu parecer e encaminhar ou não o pedido para ser votado em plenário pelos deputados fluminenses.Jesus foi assassinado na manhã do dia 24 de janeiro no bairro deBenfica, subúrbio do Rio. Ele levou 19 tiros quando chegava à sederegional do Partido Liberal, que havia cedido algumas salas ao PSL. O crime teria sido encomendado a dois criminosos por Wanderley da Cruz, assessor de Abrahão na Assembléia. Os 13 deputados que formam a Mesa Diretora decidiram, porunaminidade, pedir a abertura do processo. Na reunião da Mesa, opróprio Abrahão compareceu e apresentou sua defesa. Ele disse que é inocente e que conseguirá provar que não teve envolvimento com a morte de Jesus. Abrahão já tomou o lugar do deputado morto na Assembléia. Na CCJ, o deputado terá outros cinco dias para apresentar nova defesa. A comissão vai avaliar o inquérito policial e também poderá ouvir pessoas ligadas a Jesus e a Abrahão. "Vamos analisar todas as provas existentes e poderemos chamar pessoas para conversar", explicou o deputado Paulo Mello (PMDB), presidente da CCJ.A Delegacia de Homicídios ainda não sabe qual teria sido a motivação do crime, mas avalia que o principal beneficiado com a morte de Jesus foi seu suplente. O assessor de Abrahão, Wanderley Cruz, teria se reunido com os dois atiradores dois dias antes do crime em um restaurantes do Rio. Para participar da reunião assim como para praticar o crime, os dois criminosos fugiram de delegacias cariocas, onde estavam presos. A Corregedoria de Polícia Civil investiga, agora, a conivência de carcereiros que permitiram que Adílson da Silva Pinheiro, 30, e Jorge Luiz da Silva, 31, deixassem a cadeia para praticar o crime. A saída dos dois presos foi denunciada por um terceiro preso, que se recusou a participar da ação.

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