Cyneida Correia
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Alexandre de Moraes nega onda de rebeliões e fala em 'morte oportunista'

O ministro afirmou que o que está acontecendo no País é o que se chama, no sistema prisional, de “morte oportunista”, quando, a partir de uma rebelião, os presos começam a querer agir contra os seus desafetos

Isabela Peron, O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2017 | 13h31

BRASÍLIA - Após um novo massacre em presídios nesta sexta-feira, 6, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou que o País esteja vivendo uma onda de rebeliões no sistema prisional. Segundo ele, as trocas de informações com os secretários estaduais de segurança descartam esse risco.

O ministro afirmou que o que está acontecendo no País é o que se chama, no sistema prisional, de “morte oportunista”, quando, a partir de uma rebelião, os presos começam a querer agir contra os seus desafetos. 

Para Moraes, que vai viajar a Roraima ainda nesta sexta, as 31 mortes ocorridas no presídio de Boa Vista nesta sexta não foi uma retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) à Família do Norte, autor do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

“Não há uma informação consolidada, exatamente por isso estou me dirigindo à Roraima e depois das reuniões, aí sim, vou ter informações mais consolidadas, mais condições de analisar o quadro geral”, disse.

As declarações do ministro vão de encontro com a avaliação do secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, que disse em entrevista a uma rádio local acreditar que os crimes haviam sim sido cometidos por membros do PCC como vingança pelas 56 mortes ocorridas em Manaus, já que a Família do Norte é ligada ao Comando Vermelho.

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