Jorge Adorno/Reuters
Jorge Adorno/Reuters

Aliado de traficante brasileiro é executado na fronteira com o Paraguai

Paraguaio seria integrante da quadrilha de Jarvis Chimenes Pavão, rival do PCC

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2019 | 22h43

SOROCABA – Um suposto integrante da quadrilha do narcotraficante brasileiro Jarvis Chimenes Pavão, o paraguaio Héctor Gustavo Fariña Argaña, de 25 anos, foi executado a tiros, na madrugada deste sábado, 2, em Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil.

Um segurança dele, Milciadez Gabriel Recalde, de 36 anos, e um amigo, Abel Ortega Ramon, de 52, foram baleados e estão internados em estado grave. As vítimas estavam em uma casa, no bairro Santo Antonio, quando os pistoleiros chegaram em duas motos, fizeram 18 disparos com pistolas 9 mm e fugiram.

O ataque é mais um episódio da guerra pelo controle do tráfico na fronteira que envolve as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme a polícia paraguaia, Héctor foi um dos presos pela Polícia Federal brasileira, no dia 7 de dezembro último, com sete armas, 27 celulares, oito carros - quatro blindados - e dinheiro, na casa do ex-vereador de Ponta Porã e tio de Pavão, Francisco Chimenez.

Na época, a PF apurou que o grupo estaria preparando um ataque ao traficante brasileiro Sérgio Arruda Quintiliano Neto, o 'Minotauro', homem do PCC na região.

Dez dias depois, Francisco Chimenez foi executado dentro de sua casa, invadida por ao menos dez pistoleiros mascarados. Héctor, que havia ficado 12 dias preso na Penitenciária Estadual de Dourados (MS), até sair com um habeas corpus, passou a andar com seguranças, mas não adiantou. A polícia paraguaia acredita que 'Minotauro' teria ordenado a morte de todos os aliados e parentes de Pavão que, desde que foi extraditado para o Brasil, em dezembro de 2017, vem perdendo poder na fronteira.

Héctor pode ser a quarta pessoa ligada a Pavão executada na fronteira na guerra do tráfico. Entre as vítimas está a ex-advogada dele, Laura Casuso, morta a tiros em novembro do ano passado, em Pedro Juan Caballero. Dias antes de morrer, ela havia acusado 'Minotauro' de usar um tablet para controlar o tráfico na região.

Em 2017, um irmão de Pavão, Ronny Chimenez, foi executado com 12 tiros em Ponta Porã. No dia 4 de dezembro, Pedro Chimenez, sobrinho do traficante, foi alvo de atentado, mas escapou.

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