Aliados da petista garantem 5 dias de folga para servidores

Dos 21 Estados onde o Dia do Servidor Público, comemorado hoje, foi adiado, sete foram transferidos para amanhã

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2010 | 00h00

Os governadores de 21 Estados brasileiros seguiram a iniciativa do governo federal e resolveram adiar de hoje para amanhã ou segunda-feira o Dia do Servidor Público. Com a mudança, o fim de semana do segundo turno da eleição foi oficialmente transformado em feriadão para milhares de funcionários públicos estaduais, pois terça-feira é Dia de Finados.

Seis dos Estados que darão folga prolongada para o seu funcionalismo são governados por aliados do candidato do PSDB à Presidência, José Serra: Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina - nestes quatro últimos, o tucano venceu no primeiro turno. Do lado da presidenciável petista, Dilma Rousseff, pelo menos 15 governadores também alteraram a data do feriado.

Um dos principais temores da coordenação de campanha de Serra é o aumento do índice de abstenção justamente por conta do feriado prolongado. A preocupação é que os dias parados incentivem parte do eleitorado - principalmente os de classe média e alta - a viajar. O candidato a vice da chapa, Índio da Costa (DEM), apelava na quarta-feira em seu Twitter: "Viaje depois de votar".

Em sete Estados o feriadão será ainda maior. Nos locais em que os governadores adiaram de hoje para amanhã a celebração do Dia do Servidor Público, o funcionalismo estadual terá uma longa folga do cinco dias. Além de seu feriado específico e do Dia de Finados, os servidores ainda poderão aproveitar a segunda-feira, pois foi decretado ponto facultativo nas repartições. Desses sete Estados, seis são governados por aliados de Dilma: Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso e Pará.

Cinco Estados - São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Pernambuco - anteciparam o feriado. Os três primeiros são governados por partidários de Serra, os outros dois têm aliados de Dilma no comando.

Diferenças regionais. No primeiro turno, a taxa de abstenção foi menor na região Sul e maior nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo nas cidades menores, como mostra o quadro nesta página, feito com base em dados compilados pelo cientista político e colunista do Estado Jairo Nicolau.

O quadro republicado, com outra apresentação, é o mesmo que acompanhou ontem a coluna de Nicolau, na qual ele trata da questão da abstenção e do voto nulo. / COLABOROU MARCIA VIEIRA

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