Aliados de Alckmin reúnem-se nesta segunda para discutir denúncias

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, informou que se reunirá nesta segunda, em Brasília, às 19 horas, com os presidentes do PFL, Jorge Bornhausen, do PPS, Roberto Freire, e do PMDB, Michel Temer. A reunião entre os quatro, marcada neste domingo em caráter de urgência, vai discutir a denúncia apresentada pela revista Veja desta semana, na qual o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, é acusado de tentar blindar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, no caso do episódio da compra do dossiê Vedoin contra tucanos.A reunião será no gabinete de Tasso: "Vamos fazer uma reunião com os presidentes de partidos para deliberar sobre essa reportagem que, evidentemente, traz à tona a manipulação que está sendo feita com a Polícia Federal, criminosamente, para esconder esse Freud Godoy das investigações", disse Tasso.O presidente do PSDB declarou que a suposta manipulação "encobre um crime e destrói a PF no afã de esconder todas as maracutaias do governo". Tasso considera o episódio ´um absurdo´. Ele lamentou o fato de o delegado Edmilson Bruno, que divulgou as fotos do dinheiro, ser apontado pelo ministro da Justiça e pela PF como o único culpado.Em São Paulo, a PF negou que Freud, ex-guarda-costas de Lula, tenha se encontrado com Gedimar Passos nas dependências da corporação, no bairro da Lapa. Por meio de nota oficial, a polícia sustenta que as informações sobre a reunião entre Freud e Gedimar "são levianas e fantasiosas".Somente acareaçãoA PF anotou que Gedimar e Valdebran Padilha, presos em 15 de setembro com o R$ 1,75 milhão que seria usado para comprar o material contra os tucanos, foram retirados da custódia por volta das 20 horas do dia 18 e levados a Cuiabá, onde está sendo conduzido o inquérito.Segundo assessoria do delegado Geraldo de Araújo, superintendente da PF em São Paulo, Gedimar saiu da cela só para acareação com Freud, que se apresentou ´espontaneamente na tarde de 18, foi acareado com Gedimar por volta das 16h30 e deixou a PF, sob cobertura da imprensa, não mais retornando´. A PF sustenta que é ´igualmente mentirosa´ a versão de que Geraldo de Araújo teria recebido telefonema do ministro da Justiça indagando-o sobre eventual "respingo no presidente".

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