Aliados replicam batalha no Twitter

Enquanto Dilma Rousseff e José Serra usavam seus tempos de resposta para trocar acusações no debate da Record na TV, ecoava na web o tom agressivo do encontro. Políticos, militantes e simpatizantes multiplicavam as vozes dos adversários, cada um puxando a sardinha para a brasa de seu candidato.

José Orenstein / ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2010 | 00h00

Pelo lado petista, uma das vozes mais ativas era a da senadora eleita Marta Suplicy, que acompanhava o embate direto do estúdio. Ela usava o Twitter para reproduzir ataques ao tucano e exaltar o desempenho de Dilma. "Serra agressivo e arrogante. Cruz credo! Dilma está bem assertiva, mas não agressiva. Isto não vai dar certo para Serra", escreveu Marta em sua conta no microblog, ainda no primeiro bloco.

Nas fileiras tucanas, o outro senador paulista recém-eleito, Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, também não deixava passar em branco as derrapadas da candidata petista à Presidência. "Aqui de casa dá para perceber bem que Dilma é incapaz de raciocinar, falar e gesticular ao mesmo tempo. A TV é uma verdadeira radiografia da alma", postou Aloysio no Twitter, depois de deixar o estúdio.

Além de figuras políticas de destaque dos dois partidos, faziam barulho também os dois coordenadores das campanhas na internet. Soninha Francine, que comanda a estratégia de Serra na rede, acompanhava em tempo real a disputa. Abusando da ironia, comentava o debate ressaltando frases de Dilma. "A distribuição do crack é culpa dos presídios de São Paulo. Nos outros presídios do país - RJ, etc. - não tem crime organizado, nada disso", escreveu Soninha no Twitter após ataque à gestão da segurança pública paulista.

O seu correspondente petista, Marcelo Branco - encarregado da campanha de Dilma na web - não deixou barato e recorreu também ao sarcasmo para desancar o desempenho tucano, cunhando até apelido para o candidato do PSDB: "Pro "Serra bola murcha" tudo no Brasil está errado e na pior. Por isso que o governo de Dilma/Lula tem 80% de aprovação", anotou.

E uma voz dissonante, que marcou os debates do primeiro turno pelo bom humor e sagacidade, manteve-se ativa ontem na rede. Distribuindo críticas a Dilma e Serra, Plínio de Arruda Sampaio marcou posição: "Tudo isto me leva a votar nulo no segundo turno. É importante registrar nosso desacordo com o Estado burguês", escreveu o socialista.

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