Aliados serão o teste de nova ministra

A nomeação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para o lugar de Antonio Palocci na Casa Civil tem uma dose de surpresa, mas não chega a ser uma invencionice da presidente Dilma Rousseff.

José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2011 | 00h00

Apesar de estar no primeiro mandato parlamentar, Gleisi conhece bem o Congresso. Nos ano 90, foi chefe de gabinete de seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), quando este era deputado federal.

Nessa época, Gleisi se especializou em analisar o Orçamento Geral da União e se tornou referência entre os jornalistas que cobriam a Câmara. Já no governo Lula ela foi diretora de Itaipu, uma estatal onde há pressões políticas binacionais: brasileiras e paraguaias.

As duas experiências profissionais devem ter ensinado a nova ministra a lidar com pedidos de parlamentares, algo muito útil para um chefe da Casa Civil.

Mesmo assim, haverá desconfiança quanto à capacidade da nova ministra manejar um posto que derrubou seus dois últimos ocupantes.

O maior problema de Gleisi Hoffmann não deverá ser a oposição, mas os aliados peemedebistas, a começar de outro senador paranaense, o ex-governador Roberto Requião, que não é exatamente um fã da sua conterrânea.

Costurar a esgarçada base aliada é uma tarefa difícil para qualquer um, e vai requerer muito jogo de cintura da nova ministra.

Não deve demorar para o PMDB colocar Gleisi em teste.

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