Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

Aliviada, Ana vê crise em novo endereço

Com Palocci na berlinda, ministra da Cultura diz que não está mais preocupada com ''turbulência''

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Com o deslocamento dos holofotes para a crise que envolve o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, já pôde desfrutar ontem de um clima mais ameno. No Rio para o lançamento do Guia dos Museus Brasileiros, Ana demonstrou crer que o bombardeio sobre sua pasta passou. "Não estou mais preocupada com essas questões de turbulência. A imprensa já entende que foram forjadas, por motivos que nada têm a ver com a questão cultural", afirmou, depois de visitar o Museu Histórico Nacional, onde foi lançado o guia, por ocasião do Dia Internacional dos Museus.

Conforme revelou o Estado, a ministra recebeu do governo diárias em fins de semana sem compromissos oficiais no Rio, onde tem residência. Em quatro meses, ela recebeu cerca de R$ 35,5 mil por 65 diárias, mas sua agenda não registra evento em, no mínimo, 16 desses dias.

Após visitar a exposição permanente, Ana deu rápida entrevista, na qual disse ainda que goza de apoio entre os artistas. Bastou, no entanto, uma pergunta sobre as polêmicas diárias para a conversa com os jornalistas ser encerrada - um assessor puxou Ana para o auditório, onde ela falaria sobre o guia e a 9.ª Semana Nacional dos Museus.

No governo desde a gestão Gilberto Gil (2003-2008), o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, José do Nascimento Junior, que a ciceroneava, fez defesa contundente da chefe. "O ministério não é um samba de uma nota só. Estamos trabalhando. O clima é tranquilo", disse, lembrando que a gestão de Gil também teve momentos complicados: "Primeiro foi a discussão da contrapartida social, depois a da Ancinav... No fim, ninguém dizia que não tinha sido um grande ministro".

Do auditório, a ministra saiu sem passar novamente pelos jornalistas. O assessor não soube informar se o valor das diárias já havia sido devolvido, conforme recomendou a Controladoria-Geral da União.

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