Alpinista morre e outro fica ferido após caírem de morro no Rio

Outras três pessoas que acompanhavam a subida estão bem; ferido foi socorrido e está em estado grave

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2008 | 21h51

Um alpinista morreu e outro ficou gravemente ferido quando escalavam o Morro da Babilônia, na Urca, zona sul do Rio, na tarde desta sexta-feira, 30. Marco Aurélio Thuler, de 25 anos, e Júlio Fábio Patrício da Silva, de 30, estavam na parte intermediária da subida e caíram cerca de 30 metros. Thuler morreu no local. Silva teve trauma no tórax e crânio e está internado no Hospital Miguel Couto. Thuler e Silva escalavam acompanhados de Daniela Laidman, namorada de Thuler, e de dois guias. Os dois estavam presos em uma das cordas, enquanto o resto do grupo subia com auxílio de outro equipamento. Por volta das 14 horas, Thuler e Silva caíram. Testemunhas disseram que eles rolaram pedra abaixo e que as cordas acabaram enrolando no pescoço de Thuler. Na queda, chegaram a bater na perna do guia Rodrigo César Torres Nogueira. Eles foram resgatados por um helicóptero do Corpo de Bombeiros e levados para o Hospital Miguel Couto. Daniela e outro guia também foram retirados do morro de helicóptero. "Não sabemos o que aconteceu. A gente acha que o nó se soltou", comentou Daniela, logo depois que o helicóptero pousou na Praia Vermelha. O Morro da Babilônia tem cerca de 150 metros de altura. A escalada é considerada fácil, indicada para alpinistas iniciantes ou de nível intermediário. A subida dura entre uma e três horas. O material usado pelos alpinistas foi recolhido e levado para a 10.ª Delegacia de Polícia (Botafogo) para perícia.

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