Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Alterar Estatuto do Desarmamento é 'tiro no pé', diz sociólogo

Para Tulio Kahn, ex-analista da Segurança Pública, taxas de homicídios tendem a aumentar se projeto for aprovado

Entrevista com

Tulio Kahn

O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2015 | 03h00

O que significa para a Segurança Pública alterar o Estatuto do Desarmamento?

É um tiro no pé e desastroso. O Estatuto teve um impacto direto na queda de homicídios. É uma das poucas coisas boas aprovadas na área de segurança nos últimos anos. Nossas taxas, que já não são baixas, muito provavelmente vão aumentar.

Quais os efeitos imediatos no comportamento da população?

As pessoas que têm arma em casa, vão acabar saindo com elas para a rua novamente e serão roubadas, indo para o crime organizado. Terá mais homicídios interpessoais em brigas de família.

Taxistas e caminhoneiros se sentirão seguros? 

Quando se está dentro do carro e rendido a reação da vítima acaba provocando a própria morte. É uma falsa sensação de segurança e vários estudos indicam que estar armado aumenta o risco.

De onde vem as armas ilegais usadas pelos bandidos no Brasil? 

Fizemos um estudo na Secretaria de Segurança Pública apontando que a maioria das armas apreendidas eram de fabricação nacional (56% da Taurus e 14% da Rossi). Quase não tem armas como AR-15 e M-16 (fuzis americanos). A arma que faz estrago e está envolvida nos roubos e nos assassinatos são as nacionais e de curto calibre.

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