Alto militar da reserva critica Lula e PT em nota pública

O presidente do Clube da Aeronáutica, brigadeiro da reserva Ivan Frota, divulgou na sexta-feira uma dura nota referindo-se ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao seu partido, o PT, como "uma verdadeira gangue" e "a maior quadrilha de malfeitores graduados de que se tem notícia na história nacional". Esta foi a terceira manifestação assinada por ex-integrantes do Alto Comando das Forças Armadas contra o presidente, o governo e seus escândalos, desde o início do processo eleitoral. No artigo, em que chama o governo Lula de "entreguista" pela "indiscriminada concessão de uso, por 60 anos, de florestas públicas na região amazônica", o brigadeiro Frota alerta para a "perigosa partidarização do Estado e dos setores estratégicos da Sociedade" e a "tentativa de perenização no poder" do partido do governo."É preciso sair da letargia hipnótica e não permitir que continue esse grande assalto à Nação, acompanhado da perigosa ameaça de uma desestabilização institucional", apelou o brigadeiro. Em seu artigo ele pregou ainda que "é preciso decidir de que lado o cidadão quer fazer parte: se da banda podre da superquadrilha organizada para roubar o País; ou do segmento digno da Sociedade, que não pactua com a corrupção". O brigadeiro Ivan Frota, que já foi candidato à Presidência, pelo PMN, ressalvou no artigo que não falava em nome da instituição.No manifesto, distribuído ontem, o brigadeiro comenta que "as pesquisas eleitorais para presidente da República sugerem a constrangedora indicação de que mais da metade da população brasileira é conivente com a corrupção e as falcatruas criminosas de que foi acusado o governo que aí está". Ao comentar que os petistas foram surpreendidos com a realização do segundo turno, o brigadeiro Ivan Frota comentou que "na inesperada nova eleição, o desespero se apoderou da superquadrilha de celerados pela ameaça de perder os privilégios e os empregos - os cargos privados, achacados, e os públicos, inflados por DAS dos maiores valores". No artigo, o brigadeiro Ivan Frota indaga: "que moral tem um governo entreguista, com vários membros processados por corrupção, para acusar alguém de privatização venal de bens públicos, quando ele mesmo sancionou, recentemente, lei (11.284 de 02/03/2006) que promove indiscriminada concessão de uso, por 60 anos, de florestas públicas na região amazônica, configurando uma transferência explícita de partes do território nacional para a propriedade estrangeira?". E prossegue repetindo o mesmo refrão questionando "que moral tem um governo entreguista, com vários membros processados por corrupção, para acusar alguém de privatização venal de bens públicos, quando ele mesmo autoriza leilões (Oitava Rodada) de bacias sedimentares (fontes de petróleo) no território nacional, de grande potencial produtivo, abrindo sua exploração a empresas estrangeiras?". E desabafa: "quanta falsidade, hipocrisia e mentira, colocadas na mente desprevenida das populações menos avisadas!".Depois de lembrar a "perigosa partidarização do Estado e dos setores estratégicos da Sociedade, por meio do uso dos filiados do partido (25.000) para seu aparelhamento, o brigadeiro Ivan Frota, em seu artigo, cita "evidenciou-se, com o uso do dinheiro público, a insidiosa e humilhante manobra de compra da adesão eleitoral de vários milhões de inocentes eleitores das classes sociais nos níveis de pobreza, mormente no norte e no nordeste do País, em troca da esmola institucional da Bolsa Família". E completa: "a dramática conclusão de tudo isso é que, se esse governo for reeleito, ele o terá sido pela banda podre da sociedade brasileira, comprado cada componente pelo seu preço".

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