Alugar um imóvel no Guarujá custa mais do que em Ubatuba

Segundo pesquisa, imóveis até três vezes mais caros no Guarujá refletem aumento da procura na região

Elvis Pereira, estadao.com.br

12 de dezembro de 2008 | 19h15

Neste final de ano, está mais caro alugar um imóvel no Guarujá do que em Ubatuba. A constatação foi feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) em pesquisa efetuada em 41 imobiliárias nas cidades de Praia Grande, Peruíbe, Mongaguá, Itanhaém, Santos, Guarujá e Ubatuba.   Veja também: Guarujá deve receber 300 mil turistas neste Natal Território Eldorado: procura por imóveis para aluguel no litoral paulista faz preços aumentarem      A diária de uma casa de quatro dormitórios no Guarujá, litoral sul, sai por R$1.166,67, em média. Em Ubatuba, segundo a pesquisa, é possível encontrar a mesma residência por R$ 380. Na avaliação do presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, a diferença reflete o aumento da procura por imóveis no Guarujá.   Nos municípios pesquisados, a diária de casas e apartamentos varia de R$80 a R$1.166,57. Os imóveis tipo quitinete do Peruíbe e Itanhaém são os mais baratos: até R$ 80 por dia. Em Santos e Guarujá, passar um dia em casas de três dormitórios sai, em média, R$ 960 - valor 249% superior ao verificado em 2007. Os preços das de 4 dormitórios subiram até 165,15%. A diária de apartamentos de 2 e 3 dormitórios chega a R$ 292,50 e R$ 483,75, respectivamente.    Segundo a pesquisa, houve redução generalizada de valores de locação em Ubatuba. A diária de um apartamento de dois dormitórios recuou 28,52%, de R$ 247,14 para R$ 176,67. Os de 4 dormitórios, geralmente procurados por famílias,  podem ser alugados por até R$ 375 - 25,49% mais barato em relação a 2007. A cotação da diária casas diminuiu de R$ 510 para R$ 380.   Para Viana, entre os fatores para a queda do preço em Ubatuba estão o maior tempo de viagem para o município e a elevação da oferta de imóveis por conta do  comportamento dos proprietários dos imóveis. "Os donos de casas de veraneio não vão essa época para a cidade em razão do grande movimento", explicou.   Viana ressaltou que a expectativa é que aumente o número de imóveis alugados em todo o litoral neste fim de ano. "A alta do dólar e os comentários sobre a crise levarão as pessoas a dar preferência a regiões mais próximas e financeiramente mais acessíveis".

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