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Aluno coloca fogo em prova e quase incendeia escola de Itaguaí

Chama se espalhou pela cadeira e foi apagada por um professor que estava em outra sala; docente precisou de atendimento

Ana Paula Niederauer e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2018 | 10h17
Atualizado 28 Setembro 2018 | 23h09

RIO - Um aluno do 6º ano do Colégio Municipal Senador Teotônio Vilela, em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, ateou fogo a uma prova de Língua Portuguesa, durante a aula, nesta quinta-feira, 27, e acabou causando um incêndio que se alastrou pela cadeira e interrompeu a aplicação do teste. O fogo só foi apagado pelo professor que dava aulas na sala vizinha. Ele usou um extintor e depois precisou receber atendimento médico por ter inalado muita fumaça, mas passa bem.

No momento em que o rapaz ateou fogo na prova, a professora escrevia na lousa e por isso não viu o início do incêndio.

Três alunos com idades entre 12 e 13 anos foram acusados de participar do ato. O estudante que ateou fogo na prova teria tido o auxílio de outros dois colegas, que emprestaram isqueiro e incentivaram a atitude.

Na tarde desta sexta-feira, 28, ocorreu uma reunião entre representantes da Secretaria Municipal de Educação de Itaguaí, diretores da escola e os pais de dois dos três alunos, segundo Felipe Veloso, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) em Itaguaí. Os familiares do terceiro acusado não compareceram, disse Cardoso.

"Não pude participar da reunião, aliás, nenhum professor participou", contou o sindicalista. "Pelo que soubemos, a secretaria queria trocar os alunos de escola, mas só o pai de um deles aceitou. O pai daquele que ateou fogo não quis aceitar a troca, alegando que é perseguição", afirmou Veloso.

Até as 18h30, a reunião não havia terminado, e a prefeitura não tinha se manifestado.

"A situação do ensino em Itaguaí é deplorável", disse Veloso. "Na quarta-feira (26), uma escola e uma creche municipais foram alvo de assaltos. Foi o sexto episódio de roubo ou invasão a essa creche neste ano", contou.

Agressão

Seis alunos do Colégio Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos fluminense, foram indiciados por humilhações ao professor Thiago dos Santos Conceição, de 31 anos, durante aula em 18 de setembro.

O único dos seis que tem mais de 18 anos foi indiciado por constrangimento, desacato, dano ao patrimônio público e corrupção de menores. Os outros cinco adolescentes foram acusados de atos infracionais análogos a esses crimes.

O inquérito foi concluído pelo delegado Carmelo Santalucia e encaminhado ao Ministério Público Estadual, que decidirá se denuncia ou não os seis estudantes à Justiça.

A humilhação foi registrada em vídeo por um estudante (veja abaixo), durante a aplicação de uma prova. Um dos adolescentes chegou a arremessar uma calça amarrada com nós na direção do professor, enquanto ele escrevia na lousa. Quando o professor pergunta se a intenção era atingi-lo, outro aluno responde: "'Peraí' que agora vai acertar".

Um aluno faz graves ameaças ao ser questionado por um colega: "Vai  matar o professor, cara? Faz isso não. O cara te dá aula, o cara é maneiro", afirma o colega, que recebe a resposta: "O cara nunca mais vai dar". O professor deixou de dar aulas nessa escola.

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