Alunos da Estácio denunciam tráfego de traficantes

Alunos da Universidade Estácio de Sá denunciaram nesta quarta-feira que o campus da instituição no Rio Comprido, na zona norte do Rio, é usado constantemente como passagem por traficantes de drogas do Morro do Turano, que fica nos fundos da instituição. A unidade também é usada pelos bandidos para esconder armas e drogas.Na segunda-feira, a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, de 19 anos, foi baleada quando lanchava no bloco F do campus. Ela será operada nesta quinta-feira. Em coma induzido, seu estado é crítico. A jovem pode ficar tetraplégica. ?Várias vezes a gente vê bandidos armados passando por aqui para cortar caminho. Troquei o curso da noite pelo da manhã e agora pretendo sair desse campus, mesmo morando a cinco minutos daqui. Pago R$ 500,00. Estou indignado?, disse o estudante de Educação Física Igor Fonseca, de 22 anos. ?A gente ouve os tiros durante a aula e os professores mandam deitar no chão e depois voltar a estudar normalmente?, contou Fabiana Maria dos Santos, de 25.Revoltados com a situação, cerca de 200 alunos se aglomeraram nesta quarta-feira na porta do campus para pedir mais segurança no local. Por uma hora, o trânsito foi liberado apenas em meia pista da Rua do Bispo. Uma comissão de estudantes procurou a direção para pedir que o bloco F, um dos mais próximos à favela e onde Luciana foi ferida, seja desativado.O Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou que a universidade se comprometeu a esvaziar ?emergencialmente? o bloco e a deslocar as turmas para outros prédios. Os estudantes pretendem levar nesta quinta-feira à noite ao Secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, um abaixo-assinado com cerca de 2.500 assinaturas, pedindo mais policiamento. Garotinho afirmou que o policiamento na região continuará reforçado até pelo menos o fim do semestre.Veja o especial:

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