Alunos da Universidade Estácio de Sá evitam ir às aulas

Assustados com a violência, os alunos da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, zona norte, onde a estudante de enfermagem Luciana Gonçalves de Novaes foi baleada nesta segunda-feira, estão evitando ir às aulas.Nesta terça, a freqüência caiu 60%. Com tarjas pretas nos braços, cerca de 50 estudantes protestaram contra a insegurança e programaram para esta quarta-feira uma assembléia, a fim de cobrar mais policiamento e o fechamento dos prédios que ficam próximos ao Morro do Turano, de onde teriam partido os tiros.?A gente não quer voltar para aula porque não tem segurança?, disse Carmem Peixoto, de 36 anos, que estuda Enfermagem na turma de Luciana. Ela criticou a universidade pela falta de orientação na hora em que começaram os tiros. Carmem disse que os funcionários não disseram para os estudantes deixarem o campus, contrariando a versão dada pelo chanceler da Estácio, o ex-senador Artur da Távola. ?A gente não ficou sabendo de nada, tanto que eu estava no intervalo (entre 9h30 e 9h40) esperando a próxima aula?, disse.Segundo o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, os seis suspeitos do tiroteio seriam do Morro do Turano e fugiram nesta terça para o Morro do Zinco, também no Rio Comprido. A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) esteve no Zinco e travou tiroteio com traficantes. Dois deles morreram. ?Nós vamos caçar onde eles estiverem. Quem der guarida a esses bandidos, vai sofrer ataque da polícia?, disse Lins.Veja o especial:

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