Alvo de ironia, executivo da CSN fica em 'saia justa'

Criticado pelo governo por não ter se "empenhado" nas obras da ferrovia Transnordestina, o executivo Benjamin Steinbruch, que comanda o consórcio do projeto, enfrentou "saia justa" na viagem com o presidente Lula a um canteiro em Salgueiro.

Leonêncio Nossa, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

Lula perguntou: "Você sabe quem me disse que pode fazer trilhos?" E emendou: "O Roger Agnelli, da Vale. Ele falou que vai fazer trilhos na siderúrgica que está construindo em Marabá." Steinbruch respondeu: "Aí, é covardia."

Lula não esconde o desapontamento com Steinbruch, a quem acusa de ser um dos responsáveis pelo atraso da ferrovia.

Famosa no mercado do aço, a rivalidade de Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional, e Agnelli, da Vale, começou em 2000. A briga chegou aos tribunais.

Em discurso, Lula disse que Steinbruch era um homem rico, diferente dele e das pessoas que estavam ali. "Só os ricos costumam ser atendidos", disse Lula. "Benjamin, você não sabe o quanto você e xingado." O executivo sorriu amarelo, enquanto a plateia delirava.

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