Alvo de ofensiva do Planalto, Ciro diz que não desiste

Alvo de uma nova ofensiva comandada pelo Palácio do Planalto para que retire sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o deputado Ciro Gomes (PSB) negou ontem que esteja prestes a firmar um acordo para integrar uma coligação de apoio à ex-ministra Dilma Rousseff. A negativa foi feita por telefone, no mesmo momento em que o vereador Gabriel Chalita (PSB) aclamava a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante um ato com sindicalistas no ABC.

, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

"No que depender de mim, eu continuo candidato", afirmou Ciro. Pré-candidato ao Senado, Chalita circulava em rodas de petistas na área vip, minutos antes do início do ato. Na cerimônia, teve direito a um lugar na mesa de autoridades e não economizou nas palmas à pré-candidata petista. "Chalita pode bater palmas para quem ele quiser. Eu não me incomodo", minimizou Ciro.

O deputado confirmou que conversou nos últimos dias com a cúpula do PSB sobre a manutenção de sua pré-candidatura. Disse ter insistido no argumento de que sua entrada na disputa é essencial para o País.

"Eu disse claramente três coisas ao comando do meu partido. Primeiro, quero ser candidato, mas não se trata de brigar com ninguém. Segundo, acho que minha participação na disputa é essencial para o País e para o partido. Terceiro, enxergo na minha candidatura um imperativo moral", disse Ciro, por telefone.

Questionado, negou que esteja incomodado com a pressão do Planalto, que já estuda lhe oferecer um ministério estratégico em um eventual governo Dilma. "Não se trata de pressão, todos estão conversando claramente."

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