AMA da Sé fará 10 mil consultas por mês

Unidade será a maior de SP e terá 12 equipes médicas - o normal são 5

Bruno Paes Manso, O Estadao de S.Paulo

31 de dezembro de 2007 | 00h00

Dentro do pacote de inaugurações na área da saúde previsto para este mês em São Paulo, começa a funcionar no sábado a unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) da Sé, que deve atender cerca de 400 mil moradores da região e 500 mil pessoas que passam diariamente pelo centro. "Será a maior AMA da rede municipal porque a região central tem a característica de receber muita gente de outros bairros da cidade", diz o secretário municipal da Saúde, Januário Montone.Enquanto as AMAs trabalham em média com cinco equipes de médicos, a da Sé vai funcionar com 12. A estimativa é de que sejam feitas cerca de 10 mil consultas por mês. "Como as AMAs e a rede municipal de saúde estão informatizadas, uma pessoa que sofra de hipertensão, por exemplo, pode receber o primeiro atendimento na AMA da Sé e depois ser acompanhada em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro onde mora", afirma Montone.Além da AMA da Sé, pelo menos outras seis unidades serão inauguradas neste mês na cidade. Quatro na região sudeste e duas na zona leste. As sete unidades devem proporcionar 60 mil novas consultas mensais na rede municipal. O secretário afirma que a Prefeitura pretende chegar até março a um total de 100 AMAs. Atualmente, existem 52 unidades na cidade, que, em novembro, fizeram 435 mil consultas. "O plano é que exista uma AMA para cada quatro UBSs", afirma Montone.As AMAS foram criadas para receber o chamado "atendimento espontâneo", funcionando como uma espécie de minipronto-socorro para casos de pouca gravidade. Cabe à UBS atender aos casos pré-agendados, que exigem acompanhamento mais próximo. Fazem parte ainda da rede os hospitais e ambulatórios especializados, voltados para os casos mais graves ou que demandem médicos especialistas.Montone afirma que o balanço dos atendimentos feitos na rede municipal ao longo de 2007 indica que as AMAs serviram para adicionar mais de 3 milhões de consultas na rede. As 407 UBSs continuam a aplicar uma média de 750 mil consultas mensais. A demanda dos prontos-socorros caiu um pouco, passando de 130 mil por mês para 124 mil. "Isso mostra que o trabalho vem dando certo. Um dos objetivos das AMAs era justamente desafogar os PSs dos hospitais".A secretaria municipal de Saúde estima que, com o funcionamento das 100 AMAs na cidade, todas as unidades devem gerar um movimento de cerca de 1 milhão de consultas por mês.

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