Amante do goleiro Bruno é presa na casa de Macarrão, na Grande BH

Fernanda Gomes de Castro, jogador e mais sete foram denunciados pelo MP por homicídio

Marcelo Portela, especial para o Estado, e Julia Baptista, do estadão.com.br,

05 de agosto de 2010 | 18h05

BELO HORIZONTE - Fernanda Gomes de Castro, apontada como amante do goleiro Bruno Fernandes, foi presa na tarde desta quinta-feira, 5. Com prisão preventiva decretada e considerada foragida, ela foi encontrada na casa do pai de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, em Ribeirão das Neves, na região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

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O goleiro Bruno e mais sete denunciados pela morte de Eliza Samudio estão presos há um mês. "Nós acreditamos que a liberdade agora pode prejudicar a instrução criminal", afirmou Gustavo Fantini, promotor que assinou a denúncia apresentada à Justiça com os colegas Luciano França da Silveira Júnior e André Luís Garcia de Pinho.

 

O corpo de Eliza não foi encontrado, mas a polícia afirma não ter dúvidas de que ela foi assassinada a mando de Bruno. O MP denunciou oito pessoas, incluindo Bruno, por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado.

 

Eliza Samudio está desaparecida desde 10 de junho. Pelas investigações da Polícia Civil mineira, ela teria sido sequestrada em 4 de junho por Macarrão e pelo menor em um hotel no Rio de Janeiro e teria sido mantida em cárcere privado na casa do goleiro. Em seguida, foi levada para ao sítio do goleiro no limite entre Contagem e Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte, onde também foi mantida presa até ser levada à casa do ex-policial para ser executada.

 

Segundo a denúncia, os outros acusados também sabiam que Eliza era mantida cativa e seria assassinada. De acordo com o Ministério Público, todos, com exceção de Bola, "se revezaram na função de carcereiros de Eliza e da criança. A mando de Bruno, todos vigiavam atentamente os limitados passos de Eliza dentro da casa, impedindo-a de manter contato com o mundo externo".

 

Defesa. O advogado de Marcos Aparecido, Zanone Júnior, afirma que a "acusação já era esperada". "Acredito que durante a instrução, a prova da inocência começará a ser construída, apesar de o ônus de provar não cabe à defesa. Cabe à acusação", afirma.

 

Já o advogado Frederico Franco, um dos que representam Bruno e outros seis réus, afirma que a defesa deve levar o caso até instâncias superiores da Justiça, tanto para libertar os acusados quanto para impedir que eles sejam julgados por júri popular. "Quem vai resolver essa questão é o STJ ou o STF", diz, referindo-se, respectivamente, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

 

"Há tão somente ilações. Que homicídio é esse, se não há corpo? Para ocultar alguma coisa, é preciso ter um bem físico. O Judiciário tem que analisar o caso com mais cautela, mas a Justiça de Minas está um pouco mais pressionada", finaliza.

 

Texto atualizado às 19h15.

 

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