Odair Leal/Jornal a Crítica de Manaus
Odair Leal/Jornal a Crítica de Manaus

Amazonas tem 38 municípios afetados pela cheia

Das cidades prejudicadas desde fevereiro, 25 receberam auxílio do Estado

Renata Magnenti, Especial para o Estado de S. Paulo

02 Maio 2012 | 18h11

MANAUS - Sobe para 38 o número de municípios que decretaram situação de emergência por conta da cheia no Amazonas, incluindo a capital do Estado. Nesta semana, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou novo alerta de cheia e informou que o nível do rio Negro, em Manaus, deve ter pico variando entre 29,40 metros a 30,13 metros. Pouco mais de 64.240 famílias já foram atingidas pela cheia, segundo a Defesa Civil do Estado.

Dos 38 municípios afetados desde fevereiro, 25 já receberam auxílio do Estado e, 120 toneladas de itens de higiene, limpeza, saúde e dormitório foram distribuídos com o auxílio da Força Aérea de Brasileira (FAB). Em Manaus, mais de seis bairros estão em situação precária, entre eles, Aparecida, São Jorge e Raiz. A CPRM, divulgou o novo boletim de cheia e informou que o rio Negro teve pico máximo de cheia entre 29,40 metros a 30,13 metros. O recorde histórico foi registrado em 2009, quando o nível do rio chegou a 29,77 metros.

O gerente de hidrologia da CPRM, Daniel Oliveira, disse que é precipitado afirmar que a cheia deste ano irá superar o recorde registrado, mas explica que devido ao volume do rio Solimões, o rio Negro, fica todo represado em Manaus, o que agrava a situação de quem mora nas margens do rio. "A vazão média do Solimões é de 103 mil metros cúbicos por segundo, enquanto, o rio Negro é três vezes menor, 28,400 metros cúbicos. Sendo assim, o Solimões forma um paredão que barra o escoamento do Negro que provoca a cheia em Manaus", detalhou.

Além da interferência direta do Solimões, que tem como afluentes os rios Juruá, Javari, Purus e Jutaí, o rio Negro é influenciado também pelo volume de rios que vem da Colômbia, Peru e Venezuela. Daniel disse que ainda não é possível saber com exatidão se a cheia na capital se estenderá até junho deste ano. Em 76% das séries históricas, registradas desde 1902, o nível do rio parou de subir em junho, mas é possível que essa parada ocorra no final deste mês. A CPRM irá divulgar um novo boletim de cheia no dia 31 de maio.

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