Ameaça de retaliação do PCC deixa Sorocaba em alerta

Ameaças de ações violentas para vingar as mortes dos 12 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), na última terça-feira em confronto com a Polícia Militar, colocaram em estado de alerta a cidade de Sorocaba. A retaliação foi anunciada por meio de telefonemas dirigidos à própria polícia, presídios, repartições públicas e meios de comunicação. As ligações partiram de telefones públicos. "As pessoas falavam de um possível ataque do PCC", confirmou o delegado titular do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 7), Ivaney Cayres de Souza. O juiz diretor do Fórum, José Eduardo Marcondes Machado, pediu à polícia militar que protegesse o prédio. "Fomos avisados de que o Fórum poderia ser alvo de alguma ação criminosa." A providência foi tomada antes de se ter tornado público o episódio da bomba no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O expediente não foi alterado. A segurança também foi reforçada nos dois presídios e no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. Um dos alvos do PCC seria a Penitenciária Estadual Antonio de Souza Neto onde, no mês passado, três integrantes da facção foram mortos pelo Comando Revolucionário Brasileiro do Crime (CRBC), facção rival. A unidade foi colocada em estado de alerta máximo. Segundo Souza, as informações sobre uma possível retaliação começaram logo depois do confronto entre o bando do PCC e a PM, no rodovia de acesso à cidade. A polícia montou uma estratégia de ação para tentar neutralizar um possível ataque. "Temos a obrigação de acreditar em tudo, até nas teses que parecem absurdas", disse o delegado. O estado de alerta será mantido durante o fim de semana.

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