Ameaça de traficantes no Rio causa reforço de policiamento de câmpus

O policiamento do câmpus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Fundão, na Ilha do Governador, na zona oeste da cidade, foi reforçado nesta sexta-feira por causa de uma suposta ameaça de invasão por traficantes do Complexo da Maré, situado nas proximidades da instituição.Pelo menos dois departamentos, o de Letras e o de Fisioterapia, não funcionaram, embora, de acordo com a assessoria da UFRJ, isso possa ter ocorrido devido à greve de servidores federais contrários à reforma da Previdência.Segundo a assessoria, um boato surgido na noite desta quinta-feira dizia que, em reação à presença de policiais militares e civis na área ? reforço iniciado há 20 dias ?, traficantes do Complexo da Maré invadiriam a universidade às 10h30 desta sexta. Diante da suposta ameaça, a direção da UFRJ se reuniu, pela manhã, com representantes das polícias Federal, Militar e Civil, e solicitou aumento do efetivo no câmpus para garantir a segurança de alunos e servidores.A PM enviou sete viaturas para o local, além de quatro policiais e integrantes do serviço reservado, cujo número não foi divulgado. Segundo a assessoria, havia vigilantes à paisana nos pontos mais críticos da instituição. A UFRJ conta, atualmente, com 5 viaturas, 170 vigilantes próprios e 300 contratados.No fim do mês passado, a superintendência da Polícia Federal prometeu a instalação de um núcleo dentro do câmpus, mas a unidade ainda não foi inaugurada. Pela manhã, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, minimizou o episódio e disse tratar-se de mais um boato.?Não há nada de concreto. Há muita especulação. Garantimos que não há absolutamente nada lá?, afirmou, acrescentando que o trabalho da polícia é para ?gerar paz, e não, pânico?. Segundo ele, ?a secretaria não é foco de medo, mas de segurança?. Garotinho disse que outras universidades e escolas já receberam telefonemas com ameaças, mas ?nada se confirmou?.Esqueceu, porém, que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, da unidade da Estácio de Sá no Rio Comprido, zona norte do Rio, foi baleada, há 12 dias, após a universidade ter recebido uma carta com ameaça de traficantes do Morro do Turano.

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