Americano é preso no Rio ao tentar subornar policiais

O detetive Torrance Lamar Bynum, de 40 anos, da polícia da Califórnia, foi preso em flagrante, na madrugada desta terça-feira, quando tentava subornar dois policiais militares no Leblon, na zona sul do Rio. Segundo a polícia, ele ofereceu R$ 281 para que Bruno Mirra Mureb, de 33, que estava junto com ele e portava dois papelotes de cocaína, não fosse preso.Os dois foram levados para a 14ª Delegacia de Polícia, onde prestaram depoimento. Mureb, que é comerciante em Ipanema, foi liberado por ser considerado usuário, e não traficante. Bynum, acusado de corrupção ativa, crime inafiançável, passou o dia no Instituto Médico Legal, para exame de corpo de delito, e foi transferido no início da noite para a Polinter.De acordo com o delegado Napoleão Salgado, o policial americano chamou a atenção dos PMs quando estava dentro de um Honda estacionado na esquina das ruas Barão da Torre e Teixeira de Melo. Os policiais mandaram ele abaixar o vidro, mas ele não falava português. Em seguida, Mureb, dono do carro, chegou com a droga que havia buscado no Morro do Cantagalo.Segundo o americano, foi Mureb que o induziu a tirar o dinheiro do bolso, versão que o comerciante nega. Mureb afirma que tentou impedir que Bynum desse o dinheiro e diz que em seguida entregou a droga aos PMs. Na delegacia, os dois disseram que se conheceram nesta terça-feira na boate Help, em Copacabana, e saíram juntos de lá.No caminho, Mureb teria encontrado um amigo, que teria levado os dois ao Cantagalo. Bynum disse ainda que esta é sua primeira visita ao Brasil, mas não informou à polícia quando chegou. O americano se disse injustiçado com o que ocorreu e negou que tenha tentado corromper os policiais.Um policial foi chamado para ser o tradutor durante o depoimento. O delegado disse que, mesmo sendo estrangeiro, Bynum ficará em cela comum. ?Apesar de ser americano, ele praticou crime comum e ficará preso, independentemente de ser policial?, afirmou Salgado.Bynum ligou para o Consulado americano, que teria se comprometido a tomar as medidas cabíveis para ajudá-lo. A pena prevista para o crime de corrupção ativa é de um a oito anos.

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