Cristiano Fratoni
Cristiano Fratoni

Amigo vira celebrante em festa de casamento

Casais têm convidado pessoas próximas para realizar cerimônias personalizadas e marcantes

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2016 | 15h59

Gustavo Gross Belchior, de 30 anos, é biólogo, mas já celebrou dois casamentos. Quando, em janeiro deste ano, subiu ao altar com a estudante de medicina Heloisa Neumann Nogueira, de 30, trocou alianças em uma cerimônia celebrada por dois casais de amigos, seus pais, os pais da noiva e a cunhada. Para ter casamentos mais personalizados ou por não serem adeptos de alguma religião, casais têm convidado amigos de longa data para realizar seus casamentos e afirmam que o resultado é uma cerimônia marcada por boas lembranças e muita emoção.

"O casamento foi realizado por pessoas que nos conheciam e tinham propriedade para falar sobre o amor que a gente sentia e o casal que passaríamos a ser", conta Belchior.

Heloísa diz que a cerimônia de seu casamento foi marcante não só para o casal. "Gerou uma emoção grande para os nossos pais e as outras pessoas que estavam lá."

No fim de agosto, o jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes Universidade de São Paulo (ECA-USP) Eugênio Bucci celebrou o casamento do sobrinho, o advogado Paulo Dallari. Os avós do noivo também falaram na cerimônia.

A gerente de vendas Celise Moreira, de 30 anos, já organizou eventos, mas pensou em não aceitar o convite para ser celebrante. "É um momento muito especial e tinha medo de não atender às expectativas."

A organização da festa teve início em setembro de 2014 e o casamento foi realizado em julho deste ano. Celise estudou com o noivo na escola e foi colega de faculdade da noiva. Ela, inclusive, apresentou o casal.

A desenvoltura da amiga surpreendeu a noiva, a hoteleira Maiana Turini de Araújo Cantelli, de 30 anos. "Não tinha outra pessoa melhor do que ela. Foi emocionante e, ao mesmo tempo, engraçado. Ela escreveu para a gente e nós escrevemos nossos votos. Não vimos o que tínhamos escrito e falamos coisas parecidas. Isso mostrou uma conexão entre a gente."

Com um casamento para 30 convidados em Fernando de Noronha, a gerente de conteúdo e projetos Aliucha Salvia, de 30 anos, optou por não ter uma cerimônia religiosa e não contratou cerimonialista. "Fui batizada e cresci em uma família católica e meu marido é espírita. Queria alguém que falasse de amor, de companheirismo."

A dona de casa Thais Guin Catanzaro, de 32 anos, e o marido ficaram responsáveis por essas palavras. "Eu fiquei bastante emocionada. Foi difícil segurar as lágrimas."

Especialista em casamentos, Constance Zahn diz que a celebração feita por amigos pode ser adotada em casamentos no civil, que costumam ser rápidos. Além da amizade, outros pontos devem ser considerados. "O celebrante tem de ser uma pessoa que fala bem e tem poder de concisão. Também precisa ter bom senso para não falar algo constrangedor."

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