Ampliação do horário não melhora situação em Congonhas

Por decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) as operações de pousos e decolagens em Congonhas, que normalmente são encerradas às 23h30, poderão ser realizadas, provisoriamente, até a 1h30. Mas isso não garantiu que todos os passageiros conseguissem embarcar. Muitos deles que tinha vôos marcados para as 21h, 21h30, 22h e 22h15, por volta da 1h15 da madrugada desta quinta-feira, foram informados de que seriam transferidos para Guarulhos e lá embarcariam às 2h, o que não havia ocorrido até as 4h30 desta manhã.Um grupo de pelo menos 500 pessoas resolveu deitar no setor de embarque em Cumbica, pois todos estavam cansados, sem comer e sem informações por parte dos funcionários dos balcões, que não sabem dizer quais vôos foram cancelados, quais não seriam, nem quais os horários previstos já com atraso. Em Cumbica, policiais federais tiveram de intervir, pois um grupo de passageiros, revoltados, ameaçavam agredir um piloto. Outro grupo tentou subir nos balcões das empresas, cujas filas são imensas.O que mais está irritando os passageiros é o fato de que muitos deles estão retidos em Cumbica, pois suas malas já foram recolhidas e, mesmo sem previsão de embarque, não podem ter de volta as bagagens para desistirem e irem embora para casa. Na noite de quarta-feira, muitos parentes de passageiros que foram até Congonhas voltaram para casa sem poder receber os familiares."Ninguém informa nada. Há crianças de colo dormindo no chão. Nós estamos presos. Nem embarcamos, nem podemos ir embora. Já teve até briga aqui dentro hoje", desabafou a jornalista Mona Dorf, que deveria ter embarcado no vôo 1700 da Gol, em Congonhas, às 22h15 de quarta-feira, rumo à cidade de Campo Grande(MS), mas foi transferida depois da 1h para Cumbica, onde até as 5h desta manhã ainda não havia entrado na aeronave.Por volta das 4h30, a Gol havia decidido pagar um táxi para as pessoas que não quisessem mais esperar, mas muitas delas não tinham mais acesso às próprias bagagens. Às 4h45, reclamações de passageiros muito irritados eram ouvidas tanto na área de embarque quando próximo aos balcões. Uma das funcionárias da Gol teria sido agredida, mas a informação não foi confirmada.

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