Anac baixa resolução para aumentar operação em Congonhas

Entre as determinações da agência está a contratação de pessoal e ônibus

Tânia Monteiro, do Estadão

11 de julho de 2007 | 10h23

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu, em reunião que terminou na noite desta terça-feira, 10, baixar resolução determinando à Infraero a adoção de sete medidas dentro de uma operação de emergência no aeroporto de Congonhas. A meta é aumentar a capacidade de atendimento de passageiros e companhias aéreas no aeroporto.Entre as determinações da Anac estão a contratação de mais ônibus para atender os passageiros e de pelo menos mais seis deles apenas para embarque e desembarque na pista auxiliar do aeroporto e redistribuição das áreas destinadas ao "check-in" no saguão do aeroporto. A Anac determinou ainda que a Infraero aumente o número de funcionários que atendem as pontes de embarques (fingers), passando a ter um operador por finger durante todo o período de funcionamento do aeroporto, além de exigir mais gente também trabalhando na inspeção das bagagens de mão e pertences pessoais, quando da entrada no saguão de embarque do aeroporto, em especial daqueles que operam as máquinas de inspeção por raio X.A agência de regulação da aviação pediu também que a Infraero avalie o quantitativo dos equipamentos de inspeção por raio X em operação no aeroporto, para aquisição de mais máquinas, se houver necessidade.Primeiro as medidasAssim que estas medidas forem implementadas, a agência poderá voltar a estudar o pedido das empresas de aumento de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas. A redução de movimentações em Congonhas, de 48 para 38 movimentos/hora, foi determinada na segunda-feira, depois de uma queda de braço entre a Anac e o Comando da Aeronáutica, com o apoio da Defesa e do Planalto, que achavam que agência estava trabalhando mais em prol das companhias aéreas do que dos passageiros. A Aeronáutica tem se queixado do fato de Congonhas estar operando no limite, provocando reflexos em todo o País. Na reunião de diretoria, a Anac avaliou o pedido feito pela associação das empresas de aviação geral, que se sentiram prejudicadas pela medida. Em nota, a Anac informou que decidiu que "não vai alterar, por hora, a movimentação de pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, que continuará operando com 40 movimentos por hora nas oito horas de maior demanda, sendo 38 para aviação comercial e dois para a geral e 44 nas nove horas restantes de seu funcionamento, das quais a aviação geral (jatinhos executivos e táxi aéreo) tem seis pousos e decolagens". ´Preocupação legítima´Na mesma nota, a Anac lembra ainda que "considera legítima a preocupação da Abag em relação às dificuldades que vêm enfrentadas por seus associados desde o início das obras nas pistas do Aeroporto de Congonhas". Acrescentou que "não existe, por parte da Anac, qualquer interesse em inviabilizar o setor".No caso dos vôos charters, eles continuam proibidos de operar em Congonhas durante a semana. E, nos finais de semana, eles operarão dentro da capacidade de 38 movimentos/hora, já que nos sábados e domingos são reduzidos os números de vôos regulares das companhias aéreas.Procurado pela reportagem, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse que não tinha conhecimento das resoluções da Anac e que iria "envidar esforços" para cumpri-las. Para tomar algumas destas medidas, como a ampliação do número de ônibus, o brigadeiro lembrou, no entanto, que vai ter de pedir, primeiro, autorização do TCU e de órgãos de controle externo para executá-las, assim como para aumentar o número de pessoas para trabalhar em Congonhas.

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