Anac confirma cancelamento de vôos mesmo com proibição

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reconheceu nesta sexta-feira, 29, que houve cancelamentos de vôos no primeiro dia de vigência do plano de emergência que, entre outras ações, determinou às companhias que não fizessem qualquer alteração em suas malhas aéreas até o dia 2 de janeiro e as proibiu de cancelar vôos. O ministro da Defesa, Waldir Pires, também confirmou os cancelamentos, mas assegurou que eles foram feitos em comum acordo com a Anac e não redundaram em nenhum prejuízo para os passageiros.O ministro respaldou uma nota da agência reguladora que minimizou as ocorrências, afirmando que elas foram registradas apenas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e que resultaram de fusões de vôos e de "cancelamentos programados e previamente autorizados pela Anac.""No dia de hoje, que seria o mais carregado deste feriado, começamos bem", comemorou Pires, ao comentar que os problemas detectados nos aeroportos eram considerados normais para períodos de grande movimentação como fim de ano. De acordo com a assessoria da Anac, não haverá punições às empresas por causa dos cancelamentos desta sexta, porque todos os passageiros foram transportados. Proibições Na quinta-feira à noite, o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, anunciaram que, até a próxima terça-feira, as empresas estavam impedidas de modificar horários de vôos e de venderem passagens aéreas além da capacidade das aeronaves (o chamado overbooking).O objetivo do governo é evitar que se repitam no ano novo os tumultos nos aeroportos ocorridos no feriado de Natal. Os motivos apontados para o mais recente "apagão aéreo" foram problemas nos sistemas da TAM, revisão não programada de seis aeronaves da companhia e o mau tempo no Sudeste. A conclusão da auditoria que a Anac está fazendo na TAM para detectar as causas específicas dos transtornos no período natalino só será divulgada na próxima semana.Plano de emergência"Quero dizer às pessoas que há um plano de emergência, em pleno funcionamento, e que a população poderá dispor do transporte aéreo civil para viajar, conforme suas programações pelo País", declarou o ministro ao Estado de S. Paulo. "O governo agiu preventivamente, as medidas foram tomadas e o plano de emergência está em pleno funcionamento", assegurou Waldir Pires. E acrescentou: "por isso, esperamos que tudo corra bem, como até agora, e as pessoas podem estar certas que estamos no controle de tudo, verificando a situação dos passageiros e dos vôos, com gente da Anac no sistema de reserva das companhias aéreas, para acompanhar e solucionar cada problema que, por ventura, vier a acontecer, para garantir que as possam chegar aos seus destinos, sem qualquer problema". "Posso dizer que não tem passageiro sobrando", comentou ele, explicando que, "é preciso encontrar a nomenclatura correta, a linguagem tem de ser ajustada à situação para que a população tenha clareza do que está acontecendo".Ele reconheceu que a maior parcela dos problemas estava concentrada no overbooking da TAM associado aos fretamentos exagerados. "Mas agora não quero falar disso, só quando tiver com o relatório em mãos. Agora, temos de acompanhar a evolução destes dias e garantir tranqüilidade às pessoas que vão voar", completou.

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