Anac deve apresentar plano para Congonhas em 15 dias

Presidente da TAM Jatos diz que Guarulhos e Viracopos não são alternativas para aviação executiva

Anne Warth, da Agência Estado,

17 Julho 2007 | 14h18

O presidente da TAM Jatos, Rui Thomaz de Aquino, também membro do conselho da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), disse nesta terça-feira, 17, que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve apresentar um plano ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) com o objetivo de aumentar as operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, das atuais 40 por hora em horário normal e 44 por hora nos períodos de pico, para algo entre 48 e 50 pousos e decolagens por hora, a pedido do mercado de aviação executiva.   Segundo Aquino, há espaço para que o aeroporto comporte até 50 operações por hora. "A Anac recebeu muito bem nossa proposta e a levou ao Decea. Devemos receber uma resposta em até 15 dias", declarou.   De acordo com o executivo, esse aumento de operações por hora se daria pela diminuição do espaçamento entre as aeronaves. Ele lembrou, entretanto, que a proposta não resolveria o problema de demanda do Aeroporto de Congonhas, que tem o maior tráfego aéreo do País.   "Como em qualquer aeroporto do mundo, dificilmente conseguiríamos passar de 50 operações por hora. Não há o que se fazer além disso, e Guarulhos e Viracopos não são alternativas para aviação executiva", disse, ressaltando que a distância desses terminais aeroportuários em relação a capital paulista não é bem vista pelo setor. "A solução passa pela criação de novos aeroportos. Paralelamente a isso, estamos criando algumas alternativas", acrescentou.   Aquino citou ainda que participou de uma reunião com o brigadeiro Juniti Saito para discutir a viabilidade do Aeroporto de Jundiaí ser utilizado como base para aviação executiva. "Pretendemos equipar com uma série de equipamentos e instrumentos de aproximação. Estamos tentando ajudar o governo na criação de alternativas, mas esta não é a solução", frisou.   Segundo ele, o Aeroporto do Campo de Marte possui restrições operacionais, como a pista considerada curta e os edifícios situados nos arredores da região. "Existe a perspectiva de se adotar a aproximação por instrumentos. Já foi considerada a instalação do sistema ILS. Ele deve ser implementado, mas novamente é uma solução bastante restrita", disse, lembrando que o Departamento de Engenharia da Força Aérea concluiu que não há condições de se construir uma segunda pista no Campo de Marte.

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