Anac e Infraero recorrerão da proibição em Congonhas

Surpreendidas pela decisão da Justiça Federal, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) vão recorrer da decisão proibiu, a partir de 8 de fevereiro, pousos e decolagens em Congonhas de aviões modelos Fokker 100, Boeing 737-700 e 737-800. A pouco mais de uma semana do início do feriado de Carnaval, as autoridades do setor aéreo preparam um plano de emergência para o caso de a decisão se mantida e estudam a transferência de vôos de Congonhas para outros aeroportos. Congonhas é um dos principais aeroportos de conexão para todo o País e o temor é que a interdição parcial provoque a repetição do caos aéreo registrado no final do ano passado e no início deste ano. A tendência é que os vôos sejam transferidos para Guarulhos, mas este aeroporto internacional não tem capacidade de receber mais do que 20% do movimento de passageiros de Congonhas. A empresa mais prejudicada com a decisão é a Ocean Air, que, de Congonhas, opera basicamente com Fokker 100. A Gol também é duramente prejudicada, porque opera os Boeings. A TAM, embora um pouco menos atingida, também amargará prejuízos porque a maior parte das linhas para o interior de São Paulo, saem de Congonhas, principalmente em Fokker 100. A decisão da Justiça de proibir o uso de Fokker 100 em Congonhas surpreendeu técnicos do governo porque este tipo de avião opera em pistas curtas. O governo aguardava com preocupação esta decisão da Justiça e forneceu inúmeras informações ao juiz que estava tratando do caso, para tentar impedir a interdição de Congonhas, como havia pedido o Ministério Público. As empresas aéreas vão entrar como co-participantes no recurso que a Anac vai ingressar na Justiça, mas não pretendem recorrer individualmente porque a determinação é de que a Anac e a Infraero impeçam as empresas de operarem. Por isso, as empresas continuarão apenas oferecendo informações à Anac e à Infraero para que elas sustentem as ações de suspensão da proibição. O Sindicato das Empresas de Aviação (Snea) assegura que as empresas pousam e decolam com toda segurança em Congonhas, seguindo todas as normas internacionais. Recursos A diretora da Anac, Denise Abreu, informou que a agência está recorrendo da decisão "porque os passageiros que já compraram suas passagens, inclusive para o carnaval, serão afetados assim como as empresas também foram atingidas". Denise Abreu explicou que "todas as medidas de segurança tomadas em relação à pista do aeroporto de Congonhas seguem as regras internacionais determinadas pela ICAO". Ela diz que está sendo adotado o procedimento de, cada vez que há chuva forte ou moderada, os vôos são suspensos se há água na pista. Denise ressaltou que não há como transferir todos os vôos de Congonhas para Guarulhos porque este não tem capacidade de receber este número de passageiros. "Não tem como transferir estes vôos para Guarulhos não tem possibilidade técnica de absorver estes passageiros. Guarulhos não consegue receber mais do que 20% dos vôos de Congonhas, não tem possibilidade de absorver mais do que 20% na demanda de passageiros", insistiu.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 23h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.