Anac e Varig divergem sobre incidente que parou Congonhas

Um incidente com um avião da Varig na pista principal do aeroporto de Congonhas, que paralisou o maior aeroporto do país por 50 minutos na quarta-feira, provocou uma disputa de versões entre a empresa e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).Segundo o órgão regulador, o Boeing, que fazia a ponte aérea Rio-São Paulo, derrapou na pista. A Varig negou a informação e culpou uma lâmina d´água pelo incidente.A Anac disse ainda que foi o terceiro problema enfrentado pelo avião de matrícula PPVTA da Varig em menos de 30 dias, o que levou a agência a impedir a aeronave de operar até que sejam realizadas inspeções.Na noite de quarta-feira, a Varig chegou a informar que seu avião foi liberado pela agência, que negou a versão da empresa.A agência esclareceu que, após a troca de três pneus, a aeronave foi liberada para voar até o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, ela deve ir até o aeroporto do Galeão, também no Rio, onde será inspecionada.A empresa, por sua vez, afirmou estar em dia com a manutenção da aeronave e informou também que o incidente não deixou feridos.Segundo nota da Varig, uma lâmina d´água na pista do aeroporto, localizado na zona sul de São Paulo, obrigou o piloto a "fazer uma freada mais brusca durante o procedimento de aterrissagem do Boeing 737", que levava 130 passageiros.Congonhas iria operar até a 1 hora desta quinta-feira para "salvaguardar os interesses dos passageiros de todas as empresas aéreas que foram prejudicados pelo fechamento do aeroporto", segundo a Anac.Nos últimos meses aviões de outras companhias também tiveram problemas em Congonhas. Em outubro, um avião da Gol deslizou na pista e em março de 2006 um Boeing da BRA também derrapou; os dois incidentes não deixaram feridos.Segundo informações da Infraero, a pista auxiliar do aeroporto de Congonhas estava passando por reparos para aumentar a aderência das aeronaves ao solo, mas as obras foram paralisadas no final de novembro, após o Ministério Público e a Anac pedirem uma audiência pública, realizada no último dia 10 de janeiro.Um assessor da autarquia disse que "falta pouquíssimo para a obra ser concluída", explicando que ela é realizada de madrugada e quando não está chovendo. Ele acrescentou que a pista principal de Congonhas deve passar por reformas a partir de maio.

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