Anac investiga incidente com Deborah Colker e pode multar a Gol em até R$ 10 mil

Agência exige explicações da empresa, que barrou o neto da coreógrafa, que tem doença de pele não contagiosa, em voo

Bruno Deiro, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2013 | 20h22

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) entrou com um ofício nesta terça-feira, dia 20, para exigir explicações da empresa Gol Linhas Aéreas após o incidente ocorrido no voo 1556, entre Salvador e o Rio, que envolveu a coreógrafa Deborah Colker e o seu neto, Theo, que completa 4 anos nesta quarta-feira. A agência investiga o caso para saber se houve infração ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer), que poderá gerar multas de até R$ 10 mil.

Deborah se disse constrangida e promete acionar judicialmente a companhia após ser barrada no voo com o neto, que possui epidermólise bolhosa, uma doença genética não contagiosa. Em nota, a Anac informa que o CBAer garante ao comandante do voo a "prerrogativa de desembarcar qualquer pessoa - desde que comprometa a boa ordem e a disciplina – que ponha em risco a segurança da aeronave ou das pessoas e bens a bordo".

Também em comunicado oficial, a Gol afirma que cumpriu "rigorosamente" as recomendações do Manual Médico da IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transportes Aéreos) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa alega que apenas solicitou um atestado médico e, na falta do documento, um médico foi acionado.

Deborah Colker disse que vai processar a empresa. "Meu filho foi discriminado, violentado verbalmente. Sofreu preconceito por ter sua pele diferente", afirmou Clara Colker, filha de Deborah e mãe de Theo, em seu perfil no Facebook.

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