Anac pode ser alvo de investigação, diz Jobim

Ministro da Defesa quer saber por que proibição de pousos de aviões sem reverso não foi adotada

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

18 de agosto de 2007 | 13h25

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou neste sábado, 18, que pode abrir um inquérito administrativo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para apurar porque um estudo interno da agência, que proibia o pouso de aviões com um reversor inoperante em pistas molhadas, não foi adotado como norma, apesar de ter sido publicado na internet no site da agência. Se a informação suplementar IS-RBH 121-189 tivesse validade legal, o acidente com o vôo 3054 da TAM poderia ter sido evitado.   Anac enviou norma "extra-oficial" à Justiça   Estatal será vigiada de perto pela CGU  Gaudenzi começa a mudar cúpula da Infraero Pista de Cumbica vai fechar por 3 meses Especial sobre a crise aérea  De acordo com ele, esse episódio mostra a necessidade de reformulação da agência e da aviação civil . "Não se pode adiantar juízos antes de examinar as coisas em concreto. Que fique certo que se for apurada alguma situação que caminhe para um problema administrativo, evidentemente será aberto um inquérito administrativo", afirmou Jobim, que participou, na manhã deste sábado da formatura de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no sul fluminense. Mudanças na Infraero Jobim disse que a substituição da diretoria da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) vai prosseguir, ressaltando que ainda pretende trocar dois diretores da gestão anterior. Apesar da reformulação, ele evitou comentar se estaria fazendo uma limpeza na estatal. O ministro, que na quinta-feira, 17, pediu a intensificação da fiscalização, lembrou que a Controladoria Geral da União (CGU) está fazendo uma investigação na empresa. Segundo ele, essa fiscalização na Infraero vai desde as licitações até a organização interna. Jobim mandou um recado aos funcionários que estejam envolvidos em eventuais irregularidades . "Aqueles que cometeram erros vão responder, sejam quem forem", alertou.  Depois de negar que haveria transtornos com o fechamento da pista principal do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, a partir de segunda-feira, 20, Jobim admitiu que pode haver desconforto. No entanto, o ministro reafirmou que a prioridade é a segurança. "Havendo essa circunstância, de pequeno ou médio desconforto, se haverá desconforto, precisamos ter claramente que o nosso pressuposto inicial: primeiro a segurança, depois o conforto", disse Jobim.  Segundo o ministro, o departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) está estudando uma redistribuição dos horários de vôos de Cumbica para tentar minimizar o transtorno aos passageiros. Caso isso não seja possível, ele relatou que a alternativa será Viracopos, em Campinas. Reforma em Cumbica A pista principal de Cumbica ficará fechada totalmente até o início de outubro. Depois, irá operar com restrições, já que apenas a cabeceira da pista permanecerá fechada. Sobre o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, o ministro da Defesa reafirmou que o aeroporto na área urbana da capital paulista jamais voltará a ser um ponto de conexão de vôos domésticos.  Diante de reclamações de parentes de vítimas do vôo 3054, de que a TAM não estaria atendendo às suas necessidades, Jobim informou que o Ministério da Defesa fez um apelo à companhia aérea para que "faça as medidas necessárias para que sejam rigorosamente atendidas as necessidades dos parentes das vítimas do vôo 3054. "Estatal será vigiada de perto pela CGU

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